O acusado de comandar a tortura que resultou na morte do sapateiro desempregado Marcos Antônio Facioli, 37, que residia no Parque São Jorge, em Franca, está apreendido na Fundação Casa. Um adolescente de 17 anos, que assumiu ser chefe de uma “boca de fumo”, na Vila São Sebastião, disse à polícia que Facioli foi morto por ter furtado cocaína de um de seus pontos de venda. Ele também confessou o espancamento e a tentativa de assassinato do cunhado do desempregado, o armador de ferragens FRP, 38. O jovem só não revelou os nomes de três comparsas que participaram da violência. No entanto,a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) já apurou quem seriam eles. Os mandados de prisões foram expedidos e todos são procurados.
Facioli e o cunhado foram brutalmente espancados na noite do último dia 15 de julho. Os dois foram jogados de uma altura aproximada de 15 metros dentro de um córrego, no final do cruzamento das ruas Batista Milani e Adário de Menezes, na Vila São Sebastião. O desempregado foi localizado morto na manhã seguinte. O armador sobreviveu, saiu do buraco ainda na noite do crime e foi socorrido por uma equipe do Samu. Medicado na Santa Casa, acabou liberado. Ouvido pelos agentes da DIG local, ele não colaborou com as investigações.
Suspeito confessa
Desde o início das investigações, o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da DIG tinha informações de que o jovem de 17 anos poderia estar envolvido no crime. Localizado após semanas de buscas, ele confessou que comandou as agressões e jogou as duas vítimas no buraco.
No interrogatório que prestou, o jovem traficante declarou que teve várias porções de cocaína furtadas da sua “boca de fumo” entre os dias 12 e 13 de julho. Dois dias depois, os cunhados estiveram em um dos pontos de venda e trocaram porções de cocaína por pedras de crack. Ao receber o material em sua “boca de fumo”, o menor descobriu que a droga fazia parte do lote furtados dias antes. Na mesma noite reuniu três comparsas e saiu à procura dos suspeitos.
Os cunhados foram localizados no fundos da São Sebastião. Eles foram espancados com chutes, socos, pauladas e tijoladas. Na sequência, as vítimas foram jogadas no interior do buraco. “Eles imaginavam que os dois estivessem mortos. Tanto é verdade, que no dia seguinte, quando a Polícia Militar foi comunicada do encontro do cadáver, a informação era de que seriam dois corpos”, lembrou o investigador Paulo Rodrigues, que trabalha sob o comando do delegado Márcio Murari.
Os outros três envolvidos, que não tiveram os nomes divulgados, estariam escondidos na própria vila São Sebastião, com apoio de outros grupos de tráfico do bairro.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.