Cristiano Crico tem dúvidas sobre sua ideologia partidária. Já trocou de partido cinco vezes. Começou no PSDC, pulou para o PMDB, foi para o PV, fez escala no PSDB e, agora, está no PHS. Aparentemente, também não sabe o que quer da vida. Foi candidato a vereador, deputado estadual e prefeito. Ocupou cargo comissionado no Estado. Na atual campanha, candidatou-se a deputado federal. Tudo legítimo, nada ilegal. Ele pode se candidatar ao que quiser, só não pode querer ser ator. Saber interpretar não é uma de suas vastas qualidades. Na sabatina de ontem, ficou evidente que sua intenção era provocar para criar um fato. Logo na primeira pergunta, afirmou que este colunista não teria prestado atenção na entrevista que ele deu em 2010. Pouco depois, ao invés de responder uma pergunta sobre as constantes mudanças de partido, quis saber se a jornalista Melissa Toledo era casada e insinuou que ela teria mudado várias vezes de namorado. Como não conseguiu desestabilizar os jornalistas para chamar a atenção e a sabatina chegava ao fim, aproveitou uma pergunta corriqueira, enviada por um eleitor, para armar o circo. Se pensava em nos atingir com a fuga planejada, acertou os eleitores, que estão cansados de palhaçadas de mau gosto.
Bisturi: O médico Gilberto Natalini, candidato a governador pelo PV, disse na sabatina do GCN que, ao longo de sua carreira, já operou 17 mil pessoas, sendo 15 mil pelo SUS. Também afirmou ter feito 8 mil vasectomias.
No pique da lesma: Tem candidato a deputado que só ontem resolveu publicar nota lamentando a morte de Eduardo Campos.
Bolo de aniversário: Daniel Radaeli (PMDB) completou 49 anos anteontem. Pastor Otávio (PTB) está chegando aos 5.2 hoje. Ambos disputam as eleições para deputado estadual.
Ah?: “As abelhas estão morrendo. Setenta por cento da polinização da agricultura que garante o alimento nosso de cada dia vem das abelhas.” Crico, durante a sabatina de ontem.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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