Mascarando o coaching


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Um líder pode realizar processos de coaching com seus colaboradores? Ouço essa pergunta frequentemente. Respondo enfaticamente: ‘não!’ Explico. Quando falamos em processo de coaching formal, o coach adentra diversos aspectos. 
 
Um líder dificilmente conseguirá real envolvimento de colaboradores no processo. Ficarão constrangidas quanto a se expor da mesma maneira que fariam com um coach externo. Não quer dizer, no entanto, que o líder não possa aplicar coaching em suas equipes. Pode. Apenas não diga que o faz. 
 
Eis algumas premissas do coaching, e como colocá-las em prática em seu cotidiano de líder: (1) Compreenda o conceito: coaching é metodologia de desenvolvimento humano que visa potencializar as pessoas. Independentemente dos resultados conquistados por uma pessoa, ela pode ir além. A chave é o desafio. Não permita que as pessoas entrem na zona de conforto. Pode ser irreversível. (2) Olhe os pontos fortes. Corrigir ponto fraco é necessário, mas focar muito tempo nisso abafa o potencial das pessoas. Se você cobra alguém, repetidamente, por ineficiência, analise se ela está no lugar certo e se sabe fazer. (3) Tenha conversas construtivas. A essência do coaching é comunicação. Conversa construtiva mobiliza para a ação. Aja com naturalidade, mantenha foco na ação e não fuja de conversas difíceis. (4) Faça as pessoas assumirem responsabilidade: nós somos os únicos responsáveis pela conquista de nossos objetivos. 
 
Ao dar autonomia para que uma pessoa assuma a responsabilidade, permita o erro. Caso contrário, criará senso de punição e isso desencoraja pessoas. 
 
Coaching é fácil. Resume-se em potencializar pessoas para resultados extraordinários. 
 
Alexandre Prates
Especialista em liderança, desenvolvimento humano e performance organizacional

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