D ia 29 de maio foi uma quinta-feira. Por volta das 9h30, um avião modelo Cessna 560 XL prefixo PR-AFA pousou no aeroporto de Franca. Entre os passageiros, estavam Eduardo Campos, Carlos Percol e Pedrinho Valadares. O primeiro compromisso do candidato do PSB à presidência foi uma visita à sede do GCN. Campos conheceu a redação do Comércio, falou ao vivo no programa Show da Manhã, da Difusora, e foi recebido para um café na Sala Horizonte. Lá, gravei uma entrevista de domingo com o então pré-candidato. Campos se comprometeu a ser um presidente amigo da indústria calçadista. “Sei de quantos empregos foram derretidos em Franca, de quantas empresas fecharam suas portas ao longo dos últimos 15 anos.” Disse que Franca precisava de um olhar mais atencioso do governo. “Quero voltar como presidente, para mostrar que uma decisão política faz a diferença na vida de milhares de pessoas. Fiquem certos que estarei aqui muitas vezes como presidente da República para fazer com que Franca tenha dias melhores para o trabalho e, sobretudo, para viver.” O avião que caiu em Santos é o mesmo que ele usou para vir a Franca. Os assessores que o acompanharam na visita ao GCN estão entre os mortos.
Autógrafo: Eduardo Campos assinou o painel afixado em uma das paredes da Sala Horizonte e escreveu: “Aos amigos do GCN, nossos agradecimentos pela acolhida. Parabéns pelos 100 anos de luta e trabalho pela informação. Um forte abraço”.
No chão da fábrica: No mesmo dia, Campos foi à fábrica da Rafarillo, conheceu o refeitório, tirou fotos e discursou para os sapateiros. Ainda na empresa, participou da edição itinerante do programa Hora da Verdade, da Difusora, por 45 minutos.
Fica para a próxima: A entrevista de domingo com o candidato foi publicada no dia 1º de junho. Comecei assim o texto: “Eduardo Henrique Accioly Campos é um nome pouco conhecido em Franca. No sul e sudeste também. Mas, vamos ouvir falar muito deste nordestino nos próximos meses”.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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