A culpa é de Deus


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Foto de arquivo mostra o vereador e candidato a deputado estadual Laercinho (PP) em frente ao estande do GCN, na Francal
Foto de arquivo mostra o vereador e candidato a deputado estadual Laercinho (PP) em frente ao estande do GCN, na Francal
O vereador e candidato a deputado estadual Pastor Otávio (PTB) não estava em um bom dia na última segunda-feira. Além de chegar ao encontro de candidatos promovido pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) aos 45 minutos dos segundo tempo - foi o único a se atrasar -, o religioso derrapou e “cometeu um pecado” quando abordou o tema infraestrutura e falou da atual crise de abastecimento de água no Estado. Pastor esqueceu-se da falta de investimentos do governo no setor e o desperdício. Preferiu atribuir o apagão nas torneiras a Deus que, segundo ele, não mandou chuva suficiente para o Estado.
 
Cara de pau, eu?: Laercinho (PP) não participou de sessão de ontem da Câmara. Estaria em São Paulo resolvendo problemas de sua campanha a deputado estadual. Da capital, ligou no celular da jornalista Priscilla Sales, que estava fazendo aniversário, desejou parabéns e disse ter rezado por ela. “Você bate em mim, mas gosto de você.” Priscilla foi a autora da reportagem investigativa publicada pelo Comércio que mostrou o vereador/candidato oferecendo, entre outras coisas, uma vaca “boa” para sitiante do Paiolzinho esquecer invasão de suas terras por parte da Prefeitura.
 
Pai Alexandre: Após a Câmara aprovar ontem a destinação de R$ 320 mil para a compra de enxovais pela Santa Casa, Valéria Marson (PSDB) alfinetou Alexandre Ferreira (PSDB). “Agora, temos um prefeito vidente”, disse a tucana, referindo-se ao projeto enviado por ele no final de julho permitindo a aquisição de duas lavadoras para a lavanderia do hospital, destruídas no fogareiro do começo de agosto.
 
Chega para lá: O clima entre o deputado estadual Gilson de Souza (DEM) e seu antigo apoiador político Laercinho (PP) continua nada amigável. Na reunião da Acif, os dois (por conta da ordem alfabética) acabaram sentando lado a lado. O desconforto era visível. O vereador até virou um pouco a cadeira para não ter de encarar o ex-aliado. Foram mais de duas horas de debates. Se trocaram duas palavras, foi muito.
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br

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