Reforma do Pronto Socorro Infantil deve durar oito meses


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Trabalhador retira telhado atual do Prédio a ser refomado. Projeto de reforma está orçado em R$ 1,5 milhão e  deve durar oito meses
Trabalhador retira telhado atual do Prédio a ser refomado. Projeto de reforma está orçado em R$ 1,5 milhão e deve durar oito meses
Após a divulgação de denúncias por parte dos funcionários do Pronto Socorro Infantil “Dr. Magid Bachur Filho”, que relataram a infestação do local por baratas, ratos e acúmulo de fezes de pombos no telhado, entre outras calamidades, a Prefeitura de Franca deu início aos trabalhos de reforma e ampliação do local. Eles devem terminar apenas em abril de 2014. 
 
As benfeitorias consumirão R$ 1,5 milhão e o projeto prevê adequações de espaços, troca de piso, telhado e iluminação, além de ampliação da área de recepção, construção de um galpão coberto para a guarda das viaturas e novas instalações hidráulicas e elétricas. Com a ampliação, o prédio passará de 400 para 900 metros quadrados. “O prédio estava precisando dessa reforma. Tinha muito pombo, barata e outros bichos. Acho que com a reforma isso vai melhorar”, disse a sapateira Adriana Aparecida da Silva, que acompanhou o filho em uma consulta na tarde de ontem. 
 
Os atendimentos, aliás, não deverão ser prejudicados neste período de início de obras, conforme afirmou a secretária de Saúde do Município, Rosane Moscardini. “Por enquanto o atendimento continuará no Pronto Socorro Infantil e, quando iniciarmos a reforma dos dormitórios e cozinha, os funcionários terão uma casa de apoio, localizada em frente ao Pronto Socorro”. Diariamente, 500 pessoas passam pelo local. 
 
As queixas que antecederam a obra de R$ 1,5 milhão foram alvo de investigação por parte do Ministério Público e Comissão Especial de Inquérito instaurada pela Câmara Municipal. O desfecho se deu com o pedido de uma comissão processante por parte de um grupo de vereadores. Isso pode culminar até com a cassação do mandato do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).
 
Santa Terezinha
As reformas tiveram início pelo pavilhão que sustentava a demanda da UBS Santa Terezinha. A unidade também passava por reformas e, durante o período, transferiu seu atendimento para uma área do PSI. Na manhã de ontem, a população conferiu o resultado da reestruturação. “Tomava dois ônibus para chegar até o antigo ‘Janjão’. Às vezes tinha que pagar mototáxi. Agora que a UBS voltou para o bairro está muito melhor, pois tenho a possibilidade de vir a pé”, disse a aposentada Luzia Ribeiro, que elogiou a ampliação e pintura do local. 
 
A volta da sede ao bairro foi alvo de satisfação geral. Assim como a aposentada, muitos outros usuários tiveram suas rotinas alteradas com a transferência do serviço para o PSI. Diariamente, a UBS registra uma demanda de 300 atendimentos. “Estava muito difícil, para nós, procurar atendimento. Lá (PSI) é muito longe para ir e ainda levar os meninos. A opção era usar a UBS do Horto, mas ficava muito lotado”, disse a pespontadeira Lucicler da Silva. 
 
O prédio, localizado entre as ruas Freis Agostinho de Jesus e da Piedade, hoje conta com novo piso, pintura, gabinete odontológico e adequações voltadas à acessibilidade de pessoas idosas e com deficiência. “Valeu a pena ter esperado. A reforma ficou muito boa”, completou Lucicler.
 
Desde ontem, o atendimento é oferecido diariamente das 7 às 19 horas, de segunda a sexta.
 

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