Suspeito de crime no Jardim Parati se apresenta à polícia


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Policial militar atende ocorrência em que corpo foi encontrado em cova rasa no Jardim Parati
Policial militar atende ocorrência em que corpo foi encontrado em cova rasa no Jardim Parati
O principal suspeito de matar o pintor José Rodrigues, 53, o Indião, se apresentou ontem na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Por orientação do advogado que a família contratou, o açougueiro Jesse Marques de Araújo, 28, o Alemão, disse que só se manifestará em juízo.
 
Indião foi localizado morto e enterrado no quintal da casa que Alemão alugava em seu nome, na rua Joaquim Garcia de Souza, no Jardim Parati. O fato ocorreu na tarde de sexta-feira, 8. A vítima foi estrangulada com um cadarço, teve as mãos amarradas para trás com outro cadarço e ainda foi ferida com dois golpes, provavelmente, de faca, na altura do pescoço, antes de ser enterrada em uma cova rasa. “Os indícios apontam que ele (Alemão) é o principal suspeito”, destacou o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pelas investigações.
 
A equipe do Setor de Proteção à Pessoa e Homicídios da DIG apurou que Alemão morava de aluguel no local onde o crime ocorreu. Como atrasou o pagamento três meses, ofereceu o imóvel para Indião morar. Em troca, ele pagaria os atrasados e Alemão deixaria o local, já que havia anunciado que iria embora do Brasil. “O suspeito não prestou esclarecimentos, mas cremos que eles tenham discutido porque a vítima queria que ele deixasse a casa”, disse Murari. Ele não descarta a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte). Sem flagrante e prisão decretada, Alemão responderá ao crime em liberdade.
 
Crime bárbaro 
Alemão tem passagens pelas polícias paulista e mineira. A mais grave o envolve no latrocínio do professor universitário Nelson Damasceno, encontrado morto com requintes de crueldade em setembro de 2002, no J. São Francisco. Damasceno morreu aos 36 anos de idade. Alemão cumpriu medida sócio educativa na antiga Febem, hoje Fundação Casa.
 
 

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