Após dois anos sem aumento no preço do gás, as distribuidoras admitem que este ano será impossível segurar o valor atual depois dos reajustes anuais com o qual elas próprias terão de arcar. O preço de um botijão de gás de 13 quilos, em Franca, varia entre R$ 38 e R$ 45. O valor exato do aumento para as distribuidoras ainda não foi confirmado, porém, com os reajustes de 2014, o consumidor final deve desembolsar entre R$ 45 e R$ 50 pelo botijão doméstico, a partir de 1º de setembro.
Todas as distribuidoras consultadas pelo Comércio disseram que vão começar a pagar mais caro pelo gás a partir de setembro. Além disso, o dissídio dos funcionários e reajustes nos valores de pedágios também são responsáveis pelo já anunciado aumento do gás para o consumidor final que, certamente, não será inferior a R$ 5 por botijão.
De acordo com os proprietários da Líder Gás e Lev Gás, o preço do botijão de cozinha está defasado desde 2011, ano do último aumento, o que, segundo eles, obriga as distribuidoras a fazerem um reajuste no preço para o cliente este ano.
EMPRESAS
Os responsáveis pelas distribuidoras entrevistados disseram que a Nacional Gás, de Ribeirão Preto, que abastece a região, informou que o aumento para as distribuidoras deve girar entre R$ 3 a R$ 3,58.
Ainda segundo os empresários, a Ultragas, outra grande abastecedora, repassou um informativo no qual antecipa que o aumento será de R$ 3,24 por botijão.
A distribuidora Nacional Gás desmentiu a informação repassada pelas distribuidoras de que ela teria informado detalhes a respeito dos valores dos reajustes. Segundo o promotor de vendas da distribuidora, Matheus Zanarotti, o aumento é real, mas os valores não estão definidos. “Por enquanto está tudo na especulação, não tem nada oficial mas o aumento é real, só não temos os valores definidos ainda nem a data para o anúncio”, disse ele.
O gerente da Ultragas, Eliton Almeida, também confirma um aumento da empresa que vende atualmente o botijão por R$ 45, mas nega carta com aumento definido. “Não teve isso de carta, não. Esse ano vai ter aumento sim, mas ainda vai ser definido o valor para o cliente”, disse ele.
CONSUMIDOR
Para a dentista, Alessandra Moraes Peixoto, 42, moradora do bairro Jardim Noêmia, o aumento é reflexo de um abuso do Governo na cobrança de impostos em tudo que a população consome. “Aqui eu pago R$ 42 no botijão e nem sei quanto de imposto estou pagando, depois falam que não existe inflação”, desabafou.
Na opinião da aposentada Maria Zélia Silva, de 75 anos e moradora do bairro Jardim Aeroporto II, o aumento é um absurdo. “É complicado, esse aumento vai ser demais e o nosso salário ou benefício, no meu caso, não aumenta. Eu vou fazer um estoque com uns três botijões para evitar pagar mais caro”, disse.
A dona de casa Maria de Lourdes Silveira, que tem família grande e usa dois bujões por mês, engrossa a lista das reclamações. “Já está tudo ficando tão caro. Agora, vem mais essa. Fica difícil desse jeito”, disse .
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