Ataques apavoram motoristas e cobradores da São José


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Bombeiro é visto no final do trabalho de controle ao incêndio que destruiu coletivos no Aeroporto. Prejuízo para a população
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Os recentes ataques aos ônibus da Empresa São José tem provocado um clima de medo e insegurança principalmente em motoristas e cobradores. No dia 14 de julho, dois ônibus foram incendiados no Aeroporto III e uma semana depois uma tentativa no Jardim Palma foi evitada pela ação rápida do condutor do veículo. 
 
Diante desses acontecimentos e em condição de anonimato, os motoristas expressaram seus receios à reportagem. “Já trabalhei nessas linhas do Aeroporto, se eu estivesse fazendo ela (linha) à noite não ia querer mais”, disse um motorista. “Não tem como saber quem pode ser perigoso. A pessoa pode estar com uma bolsa e carregar gasolina dentro. Nesse último caso, se o cara estivesse com uma arma de fogo o motorista teria morrido. A cobradora, vítima do ataque, ficou traumatizada pela situação”, afirmou outro condutor da empresa. 
 
Alguns profissionais ainda criticaram a ação da polícia: “Está muito difícil trabalhar. E a polícia demora para chegar”. Outro condutor, funcionário há 21 anos na Empresa São José, argumentou que não é só esse tipo de violência, antes restrito às capitais, que têm aumentado em Franca. Ele contou já ter sido assaltado seis vezes. 
 
Segurança secreto
Os casos de violência são comentados sempre em voz baixa nas rodas de conversa dos profissionais do transporte público em Franca. Ser identificado por criminosos é um medo constante entre eles. Geraldo Xavier de Almeida, presidente do Sindicato dos Motoristas, dá dicas sobre o que fazer. “O ideal é orientar os motoristas sobre como agir quando ocorrem esses ataques criminosos. E se a linha for muito violenta, uma saída seria colocar um segurança dentro do ônibus. Tirar a linha é a última opção, pois não podemos prejudicar os cidadãos. Uma proposta seria colocar um segurança de modo secreto para surpreender os criminosos na ação”, disse. 
 
A proposta, com foco nos bairros considerados perigosos da cidade, foi apresentada para a gerência da São José. De acordo com Almeida, a estratégia ainda está em processo de aprovação. “Também estão sendo discutidas com a empresa modos de orientar o motorista para que ele não reaja”, disse o presidente. O Sindicato e os motoristas consideram que os movimentos pelo Passe Livre não tem relação com esses incidentes. Para eles, os ataques representam uma tentativa dos criminosos intimidarem as autoridades públicas.
 
Mauro César Pereira, chefe dos investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) esclarece que uma equipe está investigando os casos. “Ainda não temos uma conclusão do que motivou esses ataques”, afirma. Segundo Mauro, policiais cumpriram mandados de busca, entrando em cerca de 10 casas de suspeitos, “mas não conseguimos provar nada ainda”, declara.

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