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Ex-vereadora por três mandatos, candidata a deputada federal em 2010 e a prefeita em 2012, quando obteve 69.054 votos (42,02% do total), no segundo turno contra Alexandre Ferreira (PSDB), Graciela Ambrósio disse que sua saída para uma nova disputa, este ano, foi uma decisão do seu partido, o PP, que queria dois nomes tentando se eleger pela legenda em Franca. Para estadual, o indicado foi o vereador Laercinho do Paiolzinho.
Ex-vereadora por três mandatos, candidata a deputada federal em 2010 e a prefeita em 2012, quando obteve 69.054 votos (42,02% do total), no segundo turno contra Alexandre Ferreira (PSDB), Graciela Ambrósio disse que sua saída para uma nova disputa, este ano, foi uma decisão do seu partido, o PP, que queria dois nomes tentando se eleger pela legenda em Franca. Para estadual, o indicado foi o vereador Laercinho do Paiolzinho.
Natural de Pedregulho, a Delegada Graciela mudou-se para Franca com os pais e 12 irmãos em 1979. Profissionalmente, fez carreira na Polícia Civil, primeiro como escrivã e, posteriormente, como delegada, cargo no qual tomou posse em 1989.
A votação nas eleições municipais, que ela considerou expressiva, seria a credencial que o partido procurava na região. Em suas contas, Franca teria plenas condições de eleger até três deputados federais e outros três ou quatro para estadual.
Graciela disse que está confiante em sua eleição e pronta para trabalhar “pelo povo de Franca”, frase que foi repetida exaustivamente durante a entrevista, em que também evitou falar sobre a performance dos deputados eleitos por Franca, mais precisamente sobre Doutor Ubiali (PSB). Em sua opinião, esse tipo de avaliação cabe ao eleitor.
Na entrevista realizada em sua casa, a candidata desqualificou rumores sobre sua campanha. De acordo com ela, não há nada de morno em sua preparação. “Minhas campanhas sempre foram muito simples e as coisas serão feitas na hora certa”, disse Graciela. “Está sendo tudo preparado, de forma modesta, pé no chão”, acrescentou, rindo quando a pergunta foi qual a contribuição que o PP está oferecendo para custear parte dos gastos.
Do seu partido, assegurou, até o dia da entrevista (25 de julho) não havia vindo nada. O dinheiro, pontuou a candidata, será arrecadado em doações do empresariado. Quando confrontada com a questão ética que cerca o debate sobre o financiamento de campanhas, com a doação por pessoas jurídicas, a delegada disse que dentro da ética não vê problemas em buscar dinheiro nesta fonte.
Ainda assim, tentou amenizar o problema dizendo que não é dinheiro que traz voto, mas o reconhecimento das pessoas. Esse reconhecimento, no entanto, não foi suficiente para superar problemas internos em sua campanha para a Prefeitura de Franca dois anos atrás. As notícias davam conta de que a equipe que a assessorava não estava se entendendo, coisa que ela nega.
Graciela atribuiu o desfecho da campanha municipal a uma luta desigual contra a máquina administrativa, que estava do lado do oponente do PSDB. “Eu penso que lutar contra a máquina é complicado e, dentro do pouco recurso que eu tinha, fiz o meu trabalho. Cheguei a 69 mil votos e foi gratificante”, disse.
A delegada não considera ter tomado uma atitude equivocada quando lançou seu nome para o Executivo em 2012, terminando com um ciclo de três mandatos na Câmara. Ela quis deixar claro que foi o partido que propôs sua candidatura, como forma de enfrentar o governo.
Quando questionada sobre algumas das áreas de maior interesse do eleitorado, Graciela Ambrósio divagou. Disse que trabalhará muito nas questões da Saúde e Segurança Pública. Na primeira, não apresentou propostas. Na segunda, falou da importância de uma delegacia da Polícia Federal em Franca e do projeto que cria a Casa da Mulher Vitimizada, com programas para ajudar a mulher que sofre violência, e que ela tentaria implantar em cidades acima de 50 mil moradores.
Na área de Educação, disse que as vagas em creches deveriam ser zeradas, mas não aprofundou o assunto. No que diz respeito à Habitação, lembrou do cadastro de 5.500 famílias que precisam de moradia em Franca e que “é preciso trabalhar, porque há muito trabalho a ser feito!”.
No que se refere ao combate às drogas, fez o comentário mais longo, ao ser questionada sobre qual seria seu posicionamento diante de uma hipotética descriminalização das drogas no Brasil. “Eu não posso concordar. Sou profissional da Segurança Pública e não acho que estamos (a sociedade) prontos para liberar o consumo de drogas. Não posso concordar com isso”, afirmou. “Tem que ter programas de prevenção, conscientização. Não sei se liberar é o caminho.”
Tendo como presidente do diretório estadual do PP o ex-deputado Paulo Maluf, que não pode deixar o Brasil sob o risco de ser preso em virtude de um mandado internacional de prisão, Graciela Ambrósio foi questionada se caso encontrasse o político frente a frente o cumprimentaria ou daria voz de prisão.
“O Maluf é uma pessoa que tenho relacionamento como outros integrantes do partido, com cordialidade e respeito. Quem cuida da apuração dos problemas dele não sou eu.”
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