No mundo dos negócios é comum pensar que a grama do vizinho é sempre mais verde. Será que o mesmo acontece com a concorrência entre pequenas e médias empresas?
Fui ao cabeleireiro e chegando lá, notei que as coisas não são bem assim. Vi novo estabelecimento, próximo. Imponente, recém-reformado, leve cheiro de tinta, espelhos limpos e brilhantes, o novo salão era mais luxuoso do que o que eu frequentava.
Ao questionar meu cabeleireiro sobre o que achava de ganhar concorrente de peso, tão próximo, obtive a resposta poética, concedida de forma tranquila e segura: ‘o sol nasce para todos...’.
Ele aprovava a concorrência porque o incentivava a praticar melhorias vinha adiando — além de comemorar mais clientes, certamente atraídos por mais de um estabelecimento de mesmo segmento, na região.
O ocorrido me fez notar que para ter consciência da proposta de valor de cada empresa é fundamental saber enxergar aspectos positivos da concorrência. A proposta de valor nada mais é que o benefício tangível entregue ao cliente, o diferencial que o faz reconhecer a identidade de cada marca durante a experiência de compra.
Pode ser comparado com o ato de pedir o mesmo prato em dois restaurantes diferentes. Por mais que as iguarias sejam iguais, é possível ter preferência por um ao invés do outro.
Identidade e proposta de valor devem estar claras na mente do empreendedor.
Em dúvida, pode-se enxergar a concorrência de maneira negativa. Pior: pode-se querer copiar, quando o correto é diferenciar, destacando-se de forma original e criativa. Para que negócios fluam bem é fundamental não ficar paralisado, independentemente da quantidade de novidades apresentadas por concorrentes. Busque reconhecer competências alheias, sem jamais deixar de se aprofundar nas próprias qualidades, que o tornam único e são diferenciais competitivos de sua empresa. Dessa forma, sua grama se tornará tão verde e atrativa quanto a do vizinho.
Marcelo Scharra
Consultor de gestão da Inside Business Design
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