Cinco casas foram destelhadas por um redemoinho de vento, por volta das 11h30 dessa segunda-feira, na avenida César Martins Pirajá, no Aeroporto III. Apesar do susto e dos estragos, ninguém se feriu gravemente.
Na tarde de ontem, ainda com as “pernas bambas”, a dona de casa Maria Aparecida Carlos, 62, narrou o que aconteceu. “Estava fazendo almoço e percebi um vento, aí ouvi um grande barulho de tudo caindo e corri para o quarto, rezando para Nossa Senhora.” O redemoinho passou bem rápido, mas deixou o telhado destruído.
Na residência ao lado, Cíntia Maria da Silva segurava o papel de um orçamento de R$ 1.392 para consertar o telhado. Ela espera que a Prefeitura possa ajudá-la, já que seria muito difícil para a família dela arcar com as despesas causadas pelo redemoinho.
A residência da dona de casa Margarete Aparecida Oliveira, 39, também foi atingida pelo vento. Ela dava banho no neto de 3 anos quando viu parte do telhado desabar. Um pedaço de telha caiu na cabeça da criança, que não sofreu ferimentos graves. “Eu não sabia o que estava acontecendo, percebi o vento e fui fechar a janela, aí depois que vi o estrago”, disse.
O fenômeno foi identificado como sendo um redemoinho pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). “Quando o tempo está muito seco e quente, um lugar aquece mais que o outro e o vento começa a girar”, explicou a meteorologista Helena Balbino. O vento não era forte, a velocidade média era de 4 m/s (14,4 km/h), a temperatura era de 27ºC e a umidade relativa do ar em torno de 30%. Com a diferença de calor, o vento se deslocou da parte mais fria para a mais quente num movimento de rotação, ocasionando os estragos.
O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, visitou a região à tarde. “Está tudo sobre controle, amanhã vamos enviar uma equipe da Secretaria de Ação Social para avaliar a situação e tomar as providências necessárias.”
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