‘Chega de perder coisas para RP. Meu CEP é 14.400 e continuará a ser’


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O jornalista Corrêa Neves Jr. disputará uma vaga na Câmara Federal pelo PV
O jornalista Corrêa Neves Jr. disputará uma vaga na Câmara Federal pelo PV
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Entre os amigos mais próximos e alguns colaboradores, a decisão do jornalista Corrêa Neves Jr. de concorrer a deputado federal foi anunciada de forma inusitada, tomando de surpresa até mesmo aqueles que convivem mais de perto com ele. Diretor responsável pelo GCN até o final de junho, ele se afastou do comando do Comércio e da rádio Difusora para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. 
 
O anúncio de que prepararia terreno para sua candidatura foi feito em dezembro de 2013, durante encontro de gestores do grupo, realizado para planejar ações do ano seguinte. Informou que havia se filiado ao PV e que a indicação do seu nome a deputado, pela sigla, era uma possibilidade ainda em estudo naquele momento.
 
Sua adesão ao PV foi a primeira e única  filiação político-partidária de que participou até hoje. Essa aproximação, disse Corrêa Neves, necessária e obrigatória para quem queira disputar qualquer cargo eletivo no Brasil, ocorreu levando em conta dois pontos principais em relação ao Partido Verde: a quantidade de votos necessária para eleger um deputado federal e as propostas do partido. No primeiro caso, a razão é simples: no PV, são necessários perto de 60 mil votos para eleger um deputado federal, o que facilita a trajetória rumo a Brasília. Além disso, outras questões pesaram na hora de escolher a legenda. “Nunca me filiaria a um partido que contrariasse aquilo que penso. O PV é um grande partido, que defende o respeito às liberdades civis, à diversidade humana. E, além disso, é ficha limpa”, disse.
 
Casado com a advogada Milena Toledo Franchini e pai de João, 4 anos, e Júlia, 15, de seu primeiro casamento, Corrêa Jr. está ligado à rotina do Comércio há 22 anos, tempo em que desempenhou as funções de repórter, editor e chefe de redação, tendo assumido o controle da empresa junto com a mãe, Sônia Machiavelli, após a morte do pai, Corrêa Neves, em agosto de 2005.
 
Naquele ano, o jornal ainda estava no mesmo ponto da rua Ouvidor Freire, no Centro, onde funcionou durante décadas. Em setembro de 2007, após a compra da rádio Difusora, o Comércio mudou-se para o prédio no Jardim Ângela Rosa, formando o GCN.
 
Após desligar-se dos veículos de comunicação em junho passado para a disputa eleitoral, o candidato do PV passou a se dedicar exclusivamente à sua campanha. Para tanto, passou o comando para sua mãe.
 
Em seu comitê eleitoral, na rua Santos Pereira, reafirmou sua intenção de trabalhar com legislação federal. Em suas propostas de campanha, figuram, sobretudo, projetos ligados à segurança pública, à educação e outros que visem a simplificação da legislação brasileira, principalmente a tributária. “Temos burocracia demais nesse País. São mais de cinco milhões de leis, regulamentações, atos ou decretos; perto de 30 delas são editadas por dia. É absurdo”.
 
Sobre segurança pública, o candidato defende que o país comece a discutir de forma séria a adoção da pena perpétua - ou, se for constitucionalmente inviável, a ampliação das atuais punições - para casos mais graves, como crimes hediondos ou assassinos contumazes. Em sua opinião, o país vive uma criminalidade epidêmica. “Não é normal ter que morar atrás de muros altos, cercadas por câmeras de vigilância, com medo”, disse ele. “A dor da mãe de um assassino que passará o resto da vida encarcerado não pode ser comparada à dor do pai que teve seu filho morto ou sua filha, criança ainda, estuprada”, sustenta o jornalista, para quem é inaceitável que o país continue tratando com mais cuidado o bandido que suas vítimas. 
 
“Passei os últimos anos de minha vida esperando que as coisas mudassem, mas não mudaram. E não quero passar os próximos anos assistindo a isso, sem fazer nada. Eu quero que meu filho, João, cresça numa cidade melhor, num país melhor”, disse. “Para isso, quero ser o representante daqueles que se sentem condenados a viver sem segurança, creches, escolas ou qualquer tipo de oportunidade.”
 
Nos últimos meses, o jornalista se aproximou dos moradores de bairros mais carentes durante os programas itinerantes da rádio Difusora. Com o programa Hora da Verdade, procurou conhecer as demandas da periferia.
 
Quando indagado se essa aproximação repentina com a população mais pobre ou sua falta de experiência política não poderiam servir de munição para os adversários, o candidato rebateu dizendo que acompanha a política há mais de 20 anos e que sua ligação com a faixa mais carente dos moradores vem de longe. “Tanto o jornal como a rádio sempre foram o último recurso para muitos lutarem contra injustiças que estavam sofrendo”, afirmou. 
 
“Mantemos uma ONG que atende gratuitamente a mais de 400 crianças, não em um bairro, mas no Recanto Elimar, com educação, projetos sociais e de saúde. Portanto, qualquer um que alegue isso é um desinformado.”
 
Por fim, disse que, em Brasília, vai concentrar seu trabalho na luta por recursos para Franca e região. “Nasci e vivo em Franca, assim como minha família. É por Franca e região que vou lutar. Quero fazer com que cada centavo disponível venha para cá. Chega de perder coisas para Ribeirão Preto. Basta de mandar recursos para outras regiões do Estado. Meu CEP é 14.400 e continuará a ser.” 

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