Estatísticas: violência mata 34 pessoas em Franca de janeiro a 1º de agosto


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Márcia de Freitas chora a morte do irmão Wagner Gomes de Freitas, que deixou duas filhas
Márcia de Freitas chora a morte do irmão Wagner Gomes de Freitas, que deixou duas filhas
O número de mortes violentas em Franca dobrou neste ano. Pelo menos 34 pessoas morreram na cidade, entre janeiro e 1º de agosto, vítimas de acidentes de trânsito (23), de assassinatos (8), latrocínio (2) ou por troca de tiros com policiais (1). No mesmo período de 2013, esses tipos de mortes vitimaram 17 pessoas na cidade. Os dados são fruto de um levantamento informal feito pelo Comércio com base nas notícias publicadas nos primeiros sete meses deste ano e do anterior.
 
Mais de 20 pessoas perderam a vida nas ruas e estradas do município. No início de janeiro de 2014, Willian Lucas de Oliveira, de apenas 24 anos, morreu ao cair da moto. A colisão envolveu outra motocicleta e ocorreu na rodovia Ronan Rocha, nas proximidades da Unifran. 
 
Em abril foram seis mortes registradas no trânsito. As notícias deste mês revelaram um saldo triste deixado pelo feriado prolongado da Páscoa e de Tiradentes: três mortes ocorreram nas ruas da cidade em acidentes diferentes. Na mesma semana, no dia 25 de abril, Patrícia de Lima e Wglien Calandria, de 17 e 21 anos, não resistiram aos ferimentos após uma colisão entre a moto em que estavam e um carro no cruzamento da avenida Brasil com a rua Francisco Delfino dos Santos. Três dias depois, José Nildo Jesus, 54 anos, foi atropelado por um ônibus da empresa São José, no fim da avenida Miguel Sábio de Mello. 
 
Julho registrou o recorde de acidentes com vítimas fatais deste ano. Dez pessoas morreram. Entre as vítimas estão Aparecida Ribeiro, 62, e Roselane Rafael, 34, que eram vizinhas. Elas foram atropeladas por um jovem de 18 anos na avenida São Vicente, que estava embriagado. Na última semana, uma outra tragédia deixou três mortos. Desta vez, na rodovia. Thayná Barbosa, 19, Lucas Alves, 28, e Welington Campos, 30, morreram no dia 29, na rodovia Fábio Talarico, após uma colisão entre o carro em que estavam e um caminhão carregado de tijolos. 
 
Também no fim do mês de julho, um jovem de 28 anos suspeito de roubo de sacas de café foi morto no momento da fuga. Lucas Alves foi alvejado durante troca de tiros com a PM, chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
 
A dor das famílias
Por trás dos números de acidentes permanecem as histórias das vítimas. A dona de casa Márcia Cristina de Freitas, 39, perdeu o irmão Wagner Gomes de Freitas em um acidente de trânsito na semana passada. Na madrugada de domingo, o rapaz de 28 anos seguia pela rodovia João Traficante em um Gol e morreu numa colisão frontal com uma Toyota Hilux. Ele deixou mulher e duas filhas pequenas, com um e três anos de idade, além de cinco irmãos. Wagner costumava andar pela rodovia, pois uma de suas irmãs tem uma chácara nas proximidades. “A mulher dele está arrasada, estão todos meio anestesiados, é um desespero para a família inteira. Ele era uma pessoa alegre, combinava com todo mundo. Minha mãe está desolada, está vivendo à base de calmantes, ela nem conseguiu ficar no enterro. A filha dele, de 3 anos, chama o pai o tempo todo, ele era um pai presente”, disse Márcia.

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