Cavalhadas terão até ‘explosão’ de castelo neste domingo


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A primeira etapa das Cavalhadas, conhecida como Guerra dos Encamisados, reuniu mais de 500 pessoas
A primeira etapa das Cavalhadas, conhecida como Guerra dos Encamisados, reuniu mais de 500 pessoas
Lanças, velocidade, tiros e até mesmo uma “explosão” irão compor neste domingo, 3, a segunda parte das Cavalhadas de Franca, a partir das 14 horas no Parque “Fernando Costa”. O evento começou no sábado, 2, com a encenação da Cerimônia dos Encamisados. A entrada é gratuita e a expectativa é receber cinco mil pessoas.
 
O espetáculo que faz parte do folclore regional tem no seu segundo dia, o ápice do confronto entre mouros e cristãos. Segundo o presidente do Clube das Cavalhadas, organizador do evento, Fernando Américo Palermo Falleiros, as Cavalhadas tem 183 anos de tradição e realizá-la em dois dias faz parte do seu histórico desde quando o rito ocorria juntamente com a Festa do Divino. “A festa se perdeu e a Cavalhadas se manteve da mesma forma”, disse (leia mais nesta página).
 
Falleiros diz que a encenação começa com a apresentação dos 25 cavaleiros. Na sequência tem início a batalha para defesa de território onde os personagens principais são os mouros, que se vestem de vermelho. Os cristãos usam a cor azul.
 
Na luta, os diálogos e confrontos acontecem de cima dos cavalos e um dos desafios é salvar a princesa, presa em uma torre permanentemente vigiada. A batalha termina com o resgate da princesa que convence o pai a ser converter ao cristianismo. Nessa hora, o reduto mouro é destruído com uma explosão de fogos.
 
Uma das novidades será o uso de playback para simular os tiros, que desde 2007 estavam sem sonorização. O uso de balas de festim nas garruchas usadas na encenação é proibido. O sistema de som que simulará os tiros já é usado para transmitir as músicas e diálogos, gravados antes. O espetáculo envolve 70 pessoas entre atores e equipe de apoio e dura em média três horas.
 
 

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