A chuva que caiu em Franca há cerca de uma semana aliviou o clima seco na cidade, mas acabou gerando preocupação para moradores de algumas das 72 casas populares do Jardim Santa Bárbara. Eles enfrentam goteiras dentro dos imóveis desde que foram entregues em 2011. Relatam que as residências vêem apresentando rachaduras nas paredes. Eles se preocupam com o período mais chuvoso do ano.
A lavadora de carros Sandra Regina Inaldo, 53, mora há três anos em uma das casas populares do bairro com o dois netos de 11 e 12 anos. Ela relata que não demorou muito para as rachaduras dentro e fora de seu imóvel começarem a aparecer, sem contar as goteiras que surgiram após a primeira chuva. “É fácil perceber que escorre água aqui dentro pois minhas paredes estão todas manchadas.”
Segundo o servente de pedreiro Paulo Marinho Neto, 62, que mora no Santa Bárbara há dois anos e meio com a mulher e os dois filhos, o problema das goteiras é causado pelo forro fraco da casa que é feito de PVC. O imóvel de Paulo também apresenta rachaduras, e só não enfrenta a entrada de água da chuva no interior porque ele próprio fez melhorias na casa logo que percebeu o problema. “O PVC não segura a chuva que entra no telhado. Essas casas tinham que ter laje. Na minha já entrou água então tive que arrumar por minha conta.”
O pespontador Felipe de Assis Bilheiro, 37, também teve prejuízos por conta da entrada de água da chuva. “Essa estante compramos quando mudamos para cá há três anos e hoje está sobre tijolos por conta da água da chuva que estragou o móvel. Já perdemos um sofá novo também.”
A estudante Wyndilene Monteiro, 17, é outra que enfrenta problemas em sua casa sempre que chove. “Pinga água pela lâmpada, escorre até dentro da caixa de força. Temos que tirar tudo com o rodo porque molha muito aqui dentro”, disse. A casa dela tem diversas rachaduras na parede.
As casas populares do Santa Bárbara começaram a ser construídas pelos próprios moradores em regime de mutirão. Mas o método não deu certo devido a falta de mão de obra e de inexperiência dos moradores. Em 2010, coube a Prefeitura dar continuidade às obras em parceria com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). No ano seguinte, famílias que viviam em barracos, moravam de favor com parentes ou pagavam aluguel receberam as casas.
Sem resposta
O Comércio questionou a Prefeitura, por email, se há previsão de realizar melhorias nos imóveis do bairro, ou se os moradores deveriam custear os reparos, mas não obteve retorno. A reportagem também tentou contato, na quinta e sexta-feira, com o secretário de Planejamento Urbano, Nicola Rossano, mas as chamadas não foram atendidas.
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