Numa de suas crônicas domingueiras na Folha de S. Paulo, o dr. Dráuzio Varella, sobre o movimento ‘Nenhuma Mulher Merece Ser Estuprada’, liderado por feministas, e, certamente a propósito de alguma opinião contrária, disse que concorda com tal entendimento, ainda que a mulher esteja nua.
Evidentemente que todos estamos de acordo com o pensamento feminino e com o dr. Dráuzio, mas é preciso que consideremos a urgente necessidade da sociedade exigir e contribuir para a boa educação da criança que garanta o homem de bem, livre de delinquir, como também deixariam de existir os intelectos inescrupulosos dos meios de comunicação.
Que bom não houvesse no mundo representante algum da torpeza humana que concordasse com o que acontece na Índia e no Paquistão, por exemplo, onde meninas indefesas são estupradas e mortas por grupos que se dizem defensores da moral. Até aqui, o cenário de uma das faces da moeda.
No reverso, crianças e adultos, diante de novelas, shows e até comerciais da TV, se influenciam por espetáculos estimulantes da prática sexual irresponsável como norma de vida. Disse-me um compositor de música sertaneja — algumas, sucessos nacionais —, que decidiu por recusar-se a compor, ante a exigência de cantores para composições que falem de motel, de traição, de cama.
Numa sociedade ainda permeada de deseducados e doentes do sexo, o constrangimento sexual é o quanto custa fazer pública a provocação, quer pelos trajes femininos, quer pelos gestos libidinosos que chamam de artístico.
Lembremos que todos estamos sob a lei de afinidade. Contamos, invariavelmente, com parceria espiritual de igual natureza e intensidade do que pensamos e fazemos.
Sob a vontade dos espíritos, às vezes, perdemos o controle, mas, não nos esqueçamos de que, a par da educação moral, o agente a promover a conexão entre os dois mundos somos nós, os encarnados.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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