‘Sou político e me orgulho muito do trabalho que venho fazendo’


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Adérmis Marini Júnior, vereador pelo PSDB, disputa uma cadeira como deputado federal
Adérmis Marini Júnior, vereador pelo PSDB, disputa uma cadeira como deputado federal
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O vereador Adérmis Marini Júnior (PSDB) é um dos seis parlamentares da Câmara de Franca que se lançaram na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados, em Brasília. Adérmis garante que sua veia política apareceu quando ainda era adolescente, época em que integrava grêmios estudantis na cidade, embora sua primeira participação em uma eleição tenha ocorrido dez anos atrás.
 
Nesse meio tempo, entre 1982 e 2008, liderou jovens católicos, entrou para a Polícia Civil, onde se aposentou neste ano, casou-se com Adriana, formou-se em economia, teve os filhos Ana Laura e Lucas, montou uma empresa de turismo e entrou para a Câmara, onde, com seu estilo não explosivo, mas direto, vem colecionando admiradores e alguns desafetos. “Não me considero uma pessoa de pavio curto. O que não nego é que sou direto, muito embora me relacione bem com todo mundo aqui, dos vereadores aos funcionários”, disse.
 
Ao iniciar a conversa com a reportagem, fez questão de salientar sua ligação com os grêmios estudantis na cidade, grupos aos quais se juntou ainda na pré-adolescência. Mais tarde, com 22 anos, lidera o movimento grevista dos estudantes em Franca. Começa aí, segundo ele, seu envolvimento com política. 
 
A experiência política partidária começa com a disputa à Prefeitura de Franca nas eleições de 2004, quando foi lançado, pelo PMN, como vice na chapa de Cassiano Pimentel (então no PT), que tinha ainda o PHS e o PC do B. Na ocasião, ficaram em terceiro lugar, com 33.126 votos. A disputa para uma vaga de vereador em Franca em 2008 foi o aperfeiçoamento dessa experiência, embora contra a vontade da mulher, Adriana, com quem está casado há 17 anos. 
 
Naquele ano, ainda filiado ao PMN, Adérmis obteve 1.998 votos, número que não foi suficiente para levá-lo ao cargo. Depois de deixar o partido, filiou-se ao PSDB. Para ele, a mudança não pesa na escolha dos eleitores, já que a alternância é algo “natural”. 
 
Em 2012, ao conseguir 3.487 votos, Adérmis chegou à Câmara ancorado por um grande partido. A votação o gabaritou a ser o líder do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), cargo ao qual ele renunciou menos de um ano depois, em meio a farpas com o chefe do Executivo. Hoje, assegura, a relação com Alexandre é cordial.
 
No decorrer de 2013 e 2014, seu mandato pode ser resumido por alguns projetos, mas nenhum lhe deu maior visibilidade que a Lei Ana Laura, como ficou conhecida a proposta que instituiu a semana de conscientização à doação de medula óssea no município. A lei, curiosa em sua criação, foi um pedido da filha, com o mesmo nome da garota de 11 anos que morreu vítima de leucemia, no mesmo dia em que o projeto era votado. Com uma repercussão inesperada, a lei já foi adotada em dezenas de cidades pelo Brasil, servindo de referência no assunto. Ana Laura morreu à espera de um doador de medula.
 
Ao lançar sua candidatura a deputado federal, disse que será uma campanha sustentável, com amplo uso das redes sociais, que é por onde deseja também chegar ao eleitorado. Sua base de atuação será Franca e mais 21 cidades da região, muito embora diga esperar que seu nome seja lembrado nas urnas de ao menos 50 municípios, todos ligados de alguma forma ao projeto de doação de medula óssea vinculado a ele.
 
A escolha do cargo está mais ligada às condições impostas pelo cenário político, com o deputado estadual Roberto Engler, do mesmo partido, tentando seu sétimo mandato, que à vontade própria de sair disputando um lugar na Câmara dos Deputados. “Esse é um grupo que tem o deputado Engler para estadual e eu para federal. Estou contando com uma boa estrutura e tenho certeza de que terei uma campanha e serei eleito”, disse.
 
Defensor do PSDB no governo do Estado, Adérmis defende que problemas na segurança pública não são exclusividade de São Paulo. “Por onde entram as drogas e as armas que circulam no Brasil? É pela fronteira”, justificou o candidato. “Nós temos quase 150 mil homens somando as polícias Civil e Militar. Toda a fronteira brasileira tem apenas 18 mil homens para fazer sua vigilância. Então, dá para perceber que é um problema não dos Estados, mas do governo federal. O debate deve obrigatoriamente começar lá.”
 
Para buscar os - estimados - 120 mil votos de que precisa para ser eleito, Adérmis terá que se aproximar da periferia de Franca e de outras cidades, coisa que, assumidamente, tem dificuldade. Com eleitores localizados na região da Estação e Centro, sua inserção em bairros mais distantes da região central foi quase nenhuma, ou, como ele mesmo disse: “A periferia não me conhece”. Em sua opinião, essa baixa popularidade nos bairros será abrandada conforme a campanha for avançando. “Eu quero me aproximar e mostrar meu trabalho, dizer que sou político e me orgulho muito disso, do trabalho que venho fazendo.”

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