O tempo que não vivi


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entre o tempo que não vivi
as intenções não alcançadas
e a hora que nunca é
Estanco...
 
o sol de julho não vingou
as promessas todas faliram
passando por meus desejos
Como também morrem os deuses
 
cadáveres por mim cortejam
em breve serão vazios setembros
surdos e barulhentos despencarão
Como latas no cio das noites
 
minha alma (?) vaga
contaminada pelo turvo
de meus falsos olhos
Blindada por inócuos amores
 
sigo sendo o não ser
retrocedo sendo o que suponho
não sou o despertar necessário
Nem o sono conciliador.
e de tão grande amor.
 
 
Mirto Felipin, poeta, escritor, observador

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