É bastante triste a situação em que se encontram alguns espaços públicos na cidade. Em razão da ação de vândalos e da criminalidade, começam a se transformar em espaços abandonados. Não apenas o Parque dos Trabalhadores, que há sete anos foi inaugurado, mas nunca teve a destinação para a qual foi construído, vive esta situação. O recém-inaugurado Parque da Juventude também segue o mesmo destino, alvo da ação de vândalos que impedem que os moradores desfrutem de um espaço público para a prática de esportes e para o lazer. Além disso, diversas outras praças da cidade continuam vazias e abandonadas.
Numa época em que celulares, computadores e tablets substituíram a convivência interpessoal, principalmente entre crianças e jovens, a situação mostra o descaso de muitas pessoas pelo bem comum. Ultimamente, percebe-se que os espaços públicos têm todos um destino: o abandono. E assim ficam à mercê de quem, sem qualquer razão, acha certo depredar e destruir o que foi construído para o bem de todos. E acabamos arcando com um grande prejuízo. Afinal, os gastos para a construção e manutenção destes espaços públicos saem do bolso do contribuinte. Para consertar o que foi destruído, idem. E contribuintes somos todos nós, em razão de nossa política tributária.
Não devemos esquecer que todos os produtos que compramos, nas lojas e nos supermercados, embutem taxas e impostos que em grande parte retornam, na forma de verbas federais e estaduais, aos municípios. O que não se entende é essa sanha destruidora que impede os cidadãos de usufruírem um bem que eles mesmos pagaram. No fim, torna-se corriqueiro e muitos nem se preocupam com o desperdício do dinheiro público que poderia ter sido utilizado em outros setores que exigem mais investimento, como saúde e educação.
Desta forma, escasseiam os espaços públicos e comunitários. Não há mais tranquilidade e segurança para que possamos levar nossos filhos para passear. E, diante das ações de vândalos, cujas motivações a maioria ainda não compreende, o próprio poder público prefere investir em outros setores. Fica assim a população órfã de espaços comunitários, que contribuam para o crescimento esportivo e a convivência entre amigos e vizinhos. As gerações mais novas e as futuras não merecem o futuro que se desenha: todos presos em casa, tendo apenas gadgets tecnológicos para se divertir, por causa da situação da violência que afeta a todos.
A situação é grave e exige uma tomada de posição: da forma como vem acontecendo, somente com uma ação mais ostensiva das autoridades, principalmente as de segurança, será possível ver francanos usufruindo de parques como os dos Trabalhadores e da Juventude. Protegê-los é função da administração municipal. Identificar os responsáveis, da polícia. E julgá-los, condená-los e tirá-los do convívio da sociedade, da Justiça. Enquanto forem tratadas como crime de menor ofensa, estas depredações continuarão e quem irá pagar o pato, como sempre, seremos todos nós.
email opiniao@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.