Exportação de couro dispara em Franca e de sapato cai


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O gerente de exportação da Couroquímica, Júlio Pimenta, disse que a exportação de couro aumentou porque a venda interna caiu
O gerente de exportação da Couroquímica, Júlio Pimenta, disse que a exportação de couro aumentou porque a venda interna caiu
A exportação do couro de Franca disparou no primeiro semestre. As vendas no período cresceram 53% em comparação aos seis meses iniciais de 2013. Na contramão desta tendência, está a exportação de calçado, que teve queda de 2,4% de janeiro a junho de 2014 em comparação ao mesmo período de 2013. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e leva em conta os valores em dólares.
 
A cidade exportou US$ 37,5 milhões em couro este ano, enquanto em 2013 o total do material vendido para outros países foi de US$ 24,5 milhões.
 
O curtume Couroquímica é uma das empresas francanas que exportam couro. A empresa chega a vender para outros países 30% de sua produção. “Esses números mostram justamente nossa busca por parceiros fora do Brasil, já que a demanda interna tem diminuído e não absorve toda nossa produção. Temos que correr atrás da exportação para cobrir uma lacuna que o mercado interno abriu”, disse o gerente de exportação da Couroquímica, Júlio Pimenta, que comentou ainda que o curtume exporta principalmente o couro do tipo semiacabado.
 
Apesar do aumento nas vendas de couro, o calçado ainda é o principal produto exportado por Franca. Mas as vendas para o exterior tiveram queda de quase US$ 1 milhão. Foram US$ 41,6 milhões em sapatos vendidos para outros países no primeiro semestre de 2014, enquanto o número do mesmo período de 2013 foi de US$ 42,7 milhões.
 
Em contrapartida, o número de pares de calçado exportados no primeiro semestre deste ano subiu 8,8% em comparação com a quantidade vendida para fora no mesmo período do ano passado. As fábricas de Franca venderam 1.568.402 pares de janeiro a junho de 2014, contra 1.441.007 pares exportados no mesmo período de 2013. Os números apontam para a perda de valor do sapato francano.
 
“O primeiro semestre foi o melhor dos últimos quatro anos, mas não é um aumento significante. Temos trabalhado bastante em busca de novos clientes e acho que isso foi determinante, pois os antigos têm, sim, diminuído os pedidos”, disse o gerente de exportação da Sândalo, Paulo Henrique Figueiredo.
 
Para Figueiredo, a concorrência com novos países fabricantes dificulta a saída do calçado francano do Brasil. “Ásia e América Latina têm se tornado nossos concorrentes. Acho que essa é a maior dificuldade, o que não existia há cinco anos. Nosso crescimento é o resultado de muito trabalho e da comercialização de sapatos diferenciados, diferente desses novos fabricantes.”
 
Os números do Ministério do Desenvolvimento revelam ainda que a exportação de calçados poderia ficar pior se não fosse a venda para o exterior de sapatos feitos de borracha ou tecido. A venda de calçados desses materiais teve alta, enquanto a exportação de calçados de couro apresentou queda no primeiro semestre deste ano.

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