Antes da caneta esferográfica, as pessoas usavam caneta tinteiro. Ela não era muito prática e sujava as mãos e até a roupa de quem a utilizava porque vazava bastante. Os textos escritos com esta caneta demoravam a secar e para agilizar usava-se uma coisa chamada mata-borrão. Era um pedaço de papel grosso com capacidade para absorver o excesso de tinta. Cansado de se sujar com a caneta-tinteiro, em 1938, na Hungria, Ladslao Birô teve a ideia de colocar a tinta num tubo plástico e fazer uma ponta especial. Assim criou a caneta esferográfica. A palavra esferográfica vem dos termos gregos sphaira (esfera) e graphikós (escrever).
O sistema que faz a tinta sair na ponta da caneta é simples: uma bolinha gira e puxa um pouquinho da tinta que está no tubo de plástico. Essa bolinha tem 0,5 milímetro e é feita de um metal muito resistente chamado tungstênio.
Com certeza você já se perguntou sobre a razão do furinho no meio do tubo de plástico de sua caneta. Vamos responder. Ele existe para deixar o ar entrar e evitar que a tinta vaze. Se a caneta fosse toda fechada, conforme a tinta fosse consumida, um vácuo se formaria no lugar onde ela estava. Então, não haveria ar para substituir o espaço que foi deixado pela tinta e segurar o restante da tinta lá de dentro. Daí, ela vazaria pela parte de trás da caneta.
Mas se antes da esferográfica existia caneta tinteiro, antes da caneta tinteiro, existia o quê? Existia a pena, que era de metal e imitava a de ave: a pontinha era molhada na tinta e assim se escrevia com ela sobre superfície lisa. Mas desde que o mundo existe e os homens aprenderam a se comunicar por palavras, usaram-se pincéis, varetas e mesmo penas de aves para a escrita. A evolução foi facilitando tudo e economizando tempo.
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