A terça-feira começou de forma violenta no Jardim Luiza. Era por volta das 9 horas de ontem, quando o serralheiro Marcos Antônio Molina, 51 anos, foi baleado no interior de um caminhão na rua Osvane Donisete da Silva. De acordo com a polícia, testemunhas relataram ter ouvido quatro tiros, mas disseram não ter visto o autor dos disparos. O serralheiro foi socorrido pelo Samu (Serviço Móvel de Urgência), mas já chegou morto à Santa Casa. O caso está sendo investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
Antes de ser baleado, o serralheiro esteve, segundo a polícia, em uma loja de tintas onde comprou um spray automotivo. Os disparos foram ouvidos minutos após a vítima ter deixado o local. Informações preliminares apontam um acerto de contas como a causa do homicídio, mas o motivo está sendo investigado pela DIG.
Sem informações de quem seria o autor, a polícia utiliza câmeras instaladas em residências próximas ao local para tentar identificá-lo. “Por enquanto ainda não há novidades. Estamos correndo atrás para identificar o autor deste crime e saber qual foi a motivação. Com certeza, as imagens ajudarão. Estamos analisando para identificar também o veículo utilizado”, disse o delegado responsável pela DIG, Márcio Murari.
O serralheiro, morador do Vera Cruz, deixa mulher e um casal de filhos. Sua mulher e sua filha estiveram no local onde Molina foi baleado e relataram que ele sofreu ameaças recentemente. Segundo Murari, familiares e testemunhas devem ser chamados para prestar depoimento a partir de hoje. “Estamos bem no começo da investigação. Neste momento, os familiares estão em um momento delicado, providenciando velório e enterro. A partir de amanhã (hoje), vamos começar a ouvir familiares, testemunhas e continuar analisando estas imagens para tentar identificar o autor deste crime.”
Logo após o ocorrido, policiais da equipe de homicídios da DIG estiveram no local para as primeiras investigações. A perícia também analisou o local e encontrou três projéteis amassados. O calibre da munição não havia sido identificado até o registro da ocorrência.
Família
Mesmo abalada, a mulher do serralheiro, Vânia Molina, falou com o Comércio por telefone no final da tarde de ontem. Ela confirmou a ameaça sofrida pelo marido, mas disse que não sabe o motivo que o levou a ser baleado. “É o que eu sei, mas não sei falar ao certo quem é e por que ele foi ameaçado. Não sei o que pode ter causado isso. Não está sendo fácil.”
O corpo do serralheiro foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) e liberado apenas no início da noite de ontem para ser velado na sala 5 do São Vicente. O enterro está marcado para as 10 horas desta quarta-feira, no Cemitério da Saudade.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.