‘Considero o homossexualismo pecado’


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Pastor Otávio Pinheiro afirma que terá uma das campanhas mais enxutas da cidade
Pastor Otávio Pinheiro afirma que terá uma das campanhas mais enxutas da cidade
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Contando com a disputa que está começando agora, em que tentará chegar à Assembleia Legislativa de São Paulo, o pastor Luís Otávio Rodrigues Pinheiro, ou vereador Pastor Otávio, como é mais conhecido, já pode ser considerado um veterano das urnas, tendo participado de seis eleições, todas para a Câmara de Franca.
 
Político ligado à Igreja Assembleia de Deus, o vereador está em seu segundo mandato, tendo sido eleito pela primeira vez em 2008 e reeleito em 2012. Ele fez do eleitorado evangélico da cidade seu reduto, embora refute a ideia de que apenas essa parcela de eleitores seja responsável por sua eleição nos dois últimos pleitos municipais.
 
Tudo porque, conforme avaliou, e apesar dos estimados 80 mil evangélicos residentes em Franca (70 mil, de acordo o censo do IBGE de 2009), segundo o Conselho de Pastores Evangélicos essa parcela pulveriza seus votos em candidatos geralmente indicados por suas igrejas.
 
Nascido em Franca em 1962, Pinheiro, filho de pai sapateiro, já morto, e mãe dona de casa, começou a frequentar uma igreja evangélica ainda na adolescência, contrariando os pais, que eram católicos. Aos 12 anos, por decisão própria, resolveu entrar para a igreja à qual está ligado até hoje, tendo passado por vários cargos e funções, até ser ordenado pastor, em 1992.
 
Nesse meio tempo, começou, mas não terminou uma faculdade de Biologia, em Ribeirão Preto, e concluiu o curso de Teologia, em Franca. Atualmente, cursa Gestão Industrial na Fatec local.
 
Teve uma trajetória profissional bastante longa no rádio de Franca, onde trabalhou como repórter por mais de 15 anos na rádio Imperador e por duas décadas na Difusora. Nas duas emissoras manteve aos sábados o programa Mensagem da Cruz.
 
Citou uma história curiosa, sobre quando ainda estaria disputando sua reeleição, dois anos atrás, e Deus o teria questionado sobre a quantidade de votos que ele gostaria de ter. Pastor Otávio, então, sem intermediários, pediu três mil votos, mas acabou ficando com os 2.999 que foram suficientes para sua condução ao segundo mandato.
 
A tentativa de se lançar candidato a deputado estadual pelo PTB, mesmo que sua eleição venha a interromper seu mandato na Câmara, é porque, segundo ele, há uma necessidade de se ampliar o trabalho iniciado aqui e dar continuidade ao lema “Família em Primeiro Lugar”, lutando principalmente para combater o avanço das drogas sobre a juventude. “Tendo as pessoas acesso à educação, saúde e segurança, do resto elas correm atrás. Vamos priorizar essas questões, dando relevância para a questão das drogas”, disse o candidato.
 
Para ele, é preciso que programas de Estado sejam implementados para enfrentar o problema. Ele, no entanto, não esclareceu o que seria proposto nesse caso, mas acredita que disciplinas nas escolas de ensino básico e fundamental, em que sejam explicados os malefícios do uso de drogas, conseguiriam diminuir o consumo.
 
Sua candidatura será modesta, como ele próprio afirmou. Não apresentou levantamento de custo e, por sugestão da executiva do PTB, Pastor Otávio fará uma dobradinha com o candidato a deputado federal, o sindicalista Luis Carlos Mota. 
 
Como é impossível dissociar sua imagem da igreja, a pergunta sobre sua opinião em relação ao tamanho que alguns segmentos evangélicos tomaram nos últimos anos, a exemplo da Igreja Universal do Reino de Deus, Pastor Otávio disse que ele vem de um tempo em que a influência da televisão sobre a religião sequer existia. “A Assembleia de Deus proibia qualquer contato com a televisão, mas vejo que aquelas que se abriram tiveram um crescimento muito grande no número de fieis”, ponderou. No número de fieis e no caixa, como acabou concordando. Segundo ele, as igrejas precisam se adaptar aos novos tempos e fazer uso da tecnologia para que as pessoas se aproximem da religião. “Ela (a igreja) perdeu muito tempo ao discriminar a televisão como ferramenta de evangelização”.
 
Ao ser confrontado com temas do cotidiano,  Luis Otávio Pinheiro falou com assertividade sobre drogas, homossexualidade, mulheres na religião e fé católica. Sobre o uso da maconha disse ser definitivamente contra, e mesmo que esse uso fosse destinado a fins medicinais, entende que ele precisa ser muito bem estudado antes de ser liberado.
 
Ao falar sobre homossexualismo e homofobia, disse, em relação à primeira condição, que respeita a opção, mas que prefere seguir o que a bíblia ensina. “Considero pecado”. No segundo caso, embora não seja contra quem pratique, disse ser contra o ato.
 
Falou também da participação feminina cada vez maior nas igrejas, embora a sua própria ainda não aceite mulheres em cargos importantes. “É uma questão de pouco tempo para isso mudar”. 

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