‘Estamos à deriva’, diz comerciante


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Valnei Ferreira Molina lamenta queda de vendas em sua padaria que costuma atender funcionários de fábricas de calçados
Valnei Ferreira Molina lamenta queda de vendas em sua padaria que costuma atender funcionários de fábricas de calçados
Apesar de ter começado de forma mais lenta no primeiro semestre, a crise do calçado em Franca afetou de forma imediata alguns segmentos, entre eles o de alimentação.
 
Proprietário de uma padaria no Jardim Paulistano, Valnei Molina disse que as demissões na indústria calçadista derrubaram sua produção de pães e as expectativas não são boas. “Forneço café e lanches para serão e a venda caiu muito se compararmos com o mesmo período do ano passado.”
 
Até julho de 2013, a padaria fornecia entre 600 a 800 lanches por dia. Nesse ano, esse volume passou para 150. “Forneço lanches para 80 fábricas e muitas não têm pedidos. Venho acompanhando o setor desde 1990 na padaria e em 24 anos nunca vi uma crise como essa.” Molina diz que os clientes de uma forma geral estão comprando menos e que para não amargar prejuízo, também precisou demitir. “Antes eram 23 funcionários, estou com 16 e não sei como serão os próximos meses, estamos à deriva.”
 
Em um restaurante no Distrito Industrial, que atende em sua maioria funcionários de fábricas, o número de refeições oferecidas diminuiu drasticamente há um mês. De 150 pratos diários, o local tem feito 80. “Todo ano sofremos uma quebra, mas dessa vez está pior”, disse Fabiano do Nascimento.
 

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