Está dependendo apenas de sanção presidencial lei que pune os pais, professores ou responsáveis que usarem de violência contra crianças e adolescentes.
Trata-se de disposição que tem, obviamente, um objetivo desejável, qual o de se reconhecer que as pessoas objeto de sua proteção têm o direito de não serem submetidas a qualquer forma de punição corporal.
O que se pretende é que a violência não seja o método de condução dos educandos, porque, além das dores físicas, a agressão deixa sequelas psicológicas, muitas vezes, incuráveis.
Cada criança é um espírito recém encarnado para vivenciar experiências evolutivas. Reencarnam com a bagagem que lhes representa as aquisições acumuladas até então.
Por isso, os processos educativos, segundo a pedagogia espírita, têm que levar em conta o passado do espírito, a fim de se adotar o método mais conveniente em cada caso.
Daí porque a educação é, sobretudo, ‘um ato de amor’, conforme o entendia o eminente pedagogo suíço João Henrique Pestalozzi. E amor implica autoridade moral, que nasce da vivência dos princípios que cultuamos.
Não foi por outro motivo que o Mestre Jesus nos ensinou: ‘Seja o seu falar sim, sim e não, não.’ Quer dizer, não podemos desmentir com atitudes o que ensinamos por palavras.
Poderíamos simplificar dizendo que se trata do desafio da coerência, isto é, sermos o que pregamos.
De nada adianta ensinar aos nossos filhos a necessidade do respeito se, a todo o momento, burlamos as leis. De que adianta combatermos os vícios, se, de nossa parte, ainda não conseguimos nos libertar de pequenas nódoas morais que marcam a nossa personalidade?
O exemplo é o melhor processo educativo. Foi o que fez o Cristo: ensinou, mas, sobretudo, vivenciou o próprio ensinamento.
Se utilizarmos o processo educacional do exemplo, jamais precisaremos nos valer de atos violentos.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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