Uma operação realizada pela equipe do 4º Distrito Policial, na manhã de ontem, resultou na prisão de 10 pessoas. A maioria foi surpreendida em casa, ainda na cama, enquanto dormia. Nenhum dos presos ofereceu resistência. Todos eram procurados por falta de pagamento de pensão alimentícia. No total, o grupo deve mais de R$ 14 mil, sem incluir juros e os valores das pensões dos meses de junho e julho.
O delegado Dalmo Mateus Pólo, titular do 4º DP, reuniu sua equipe e anunciou a operação na tarde de quarta-feira. Ele resolveu dar cumprimento aos mandados de prisões em aberto dos devedores. “Nosso conselho para quem está com este problema na Justiça é que procure resolvê-lo o mais rápido possível. Caso não o faça, estará correndo o risco de ser preso a qualquer momento”, disse o delegado.
A Operação Pensão Alimentícia Zona Sul, em referência à área de atuação do distrito, teve início por volta das 6h30. Em pouco menos de uma hora, dez homens estavam presos. Apenas um tinha em seu poder um contramandado e foi liberado. Os demais acabaram recolhidos à cadeia do Jardim Guanabara. Aqueles que não quitaram os débitos até o final da tarde de ontem acabaram encaminhados à cadeia de Batatais. A polícia não informou se ocorreu algum pagamento.
As prisões ocorreram nos bairros Parque Progresso, Jovita de Melo, Colina do Espraiado, Noêmia, Aeroporto I, Aeroporto III e Santa Bárbara. Nove dos mandados foram emitidos pela Justiça de Franca, e um pela Justiça de São Sebastião do Paraíso (MG).
Sapateiros, comerciantes, pedreiro e até um estudante estavam entre os presos da operação. A menor pensão devida era de R$ 225, referente, segundo o mandado da Justiça, a maio deste ano, não paga por um comerciante do Noêmia. O maior valor era envolvia o nome de um pedreiro do Jardim Santa Bárbara, que não pagou as pensões de agosto de 2013 a março deste ano, totalizando R$ 3.176. Em todos os casos, o detido, segundo Polo, só é liberado após o acerto da dívida. “Quem não quita, passa 30 dias na cadeia e é liberado. E se não quitar a dívida, vai preso novamente. Não há como escapar.”
O delegado não revelou o número de mandados que há na área do 4º DP para serem cumpridos. “Temos mais ordens de prisão a serem cumpridos, e outros com certeza vão surgir. Vamos continuar nossas buscas dos pais que estão em falta com seus filhos para que regularizem a situação”, destacou o titular do 4º DP.
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