A cesta básica em Franca alcançou em julho o valor mais baixo dos últimos quatro meses, fechando em R$ 264,84. O preço mais baixo deste ano, porém, foi em janeiro e o mais alto em maio, quando chegou a R$ 299,90. Apesar da queda, o valor de agora é maior que o verificado em julho do ano passado, apresentando uma diferença de R$ 10,57 a mais, consolidando uma variação de 11,41% durante o período. Os dados foram divulgados pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca).
Em relação ao mês anterior, o valor da cesta básica em Franca caiu, com uma variação negativa de 6,51%. “Essas oscilações são em razão, principalmente, dos hortifrútis e alterações climáticas”, disse a coordenadora do Ipes, Melissa Bandos.
O Ipes realizou duas pesquisas relativas aos preços de alimentos. Além de levantar o valor dos alimentos da cesta básica, também tabulou os preços nos supermercado da cidade. Nesta pesquisa, foi verificada uma elevação de 0,75% em julho em relação a junho. Nesse levantamento, é avaliado um maior número de itens que na cesta básica. Enlatados, laticínios, frios, produtos de higiene e bebidas estão entre os analisados, num total de oito grupos. A batata e o tomate impulsionam os valores para baixo na avaliação da cesta básica e na do supermercado. Enquanto a carne, frios e laticínios e produtos de higiene subiram, influenciando para o aumento global.
“Há uma tendência de queda nas cestas. Mas, se formos ver, na pesquisa de supermercado, está subindo o preço. Embutidos, frios e laticínios acabaram levando o valor para cima, com o aumento do valor da carne de porco”, explicou Melissa.
A pesquisa aponta que o alto preço dos alimentos que fazem parte da alimentação animal pode ser uma justificativa para a elevação da carne de porco. Com isso, os derivados do grupo de frios e laticínios sofreram alta também.
No bolso
As variações nos preços dos alimentos mudam a rotina dos consumidores. Maria Goret Corona, 51, que trabalha com panificação, percebeu a oscilação nos valores. “Eu vi que a batata e o tomate abaixaram de preço, mas percebi que subiram os do jiló, vagem e quiabo, porque no frio não dá e a colheita é pouca. E agora as verduras caíram, porque no frio as pessoas não querem comer. Mas o que vai na sopa subiu, embora a batata já esteja na época de colheita. Para economizar, as pessoas têm de escolher o que está com preço menor”, disse.
O sapateiro Edimilson Cintra, 34, que fazia a compra do mês nesta semana, também percebeu a mudança nos preços. “Os legumes estão dentro da média, mas a carne está bem cara.”
Em um supermercado da cidade, o quilo da batata média custava nesta semana R$ 0,98. Já em relação ao tomate, o preço variava de R$ 2,49 a R$ 3,89. Entre os produtos mais caros, a vagem liderava, saindo R$ 6,90 o quilo.
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