Começa identificação de corpos enterrados como indigentes em SP


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Segundo Ideli Salvatti, remoção das ossadas deve começar em setembro
Segundo Ideli Salvatti, remoção das ossadas deve começar em setembro

Os peritos que vão identificar as 1.049 ossadas encontradas em uma vala clandestina no Cemitério de Perus, em São Paulo, em 1990, começaram a trabalhar nesta semana e hoje (23) fazem a primeira reunião com parentes dos desaparecidos políticos.

A ministra de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, informou que os peritos nacionais contratados pela Secretaria de Direitos Humanos visitaram segunda-feira (21) a casa onde ficará instalado o laboratório de análise das ossadas para orientar as reformas que precisam ser feitas. “Alugamos um imóvel porque houve rejeição das famílias à possibilidade de se fazer esse trabalho no IML [Instituto Médico-Legal]. Como não temos um banco de DNA completo dos familiares, hoje eles já iniciam a coleta do material, mesmo antes da reforma da casa”, explicou Ideli.

Segundo a ministra, em setembro ou outubro, começará a remoção das ossadas do cemitério para o imóvel, mas a identificação dos restos mortais deve continuar até o ano que vem.

O projeto conta com apoio do Ministério da Educação e Cultura e tem parceria com a Universidade Federal de São Paulo. Segundo a ministra, as duas instituições já tem um projeto em andamento para a criação de um centro de informações em antropologia forense. “É um trabalho extremamente delicado, o de confrontação de DNA. Apesar de ser algo antigo, para as famílias envolvidas, é uma questão decisiva”, disse Paulo Sérgio Pinheiro, um dos membros da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

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