É grave a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro: manifestantes que, no ano passado, invadiram a Câmara de Vereadores, foram incitados a incendiar o prédio.
As constatações levaram o judiciário a decretar prisão preventiva de 23 manifestantes, acusados de formação de quadrilha. É o mesmo grupo que incendiou ônibus e promoveu distúrbios que resultaram na morte do cinegrafista da TV Bandeirantes.
O promotor Luiz Otávio Lopes demonstrou que, quando há a vontade e liberdade para apurar, responsáveis por ações criminosas são identificados e formalmente acusados. É preciso fazer o mesmo com vândalos de São Paulo e outras capitais, que quebraram prefeituras, estações de embarque, veículos e propriedades particulares.
É importante entender que o regime, por ser democrático, não pode admitir subversão da ordem pública e a negação do direito da população em ir e vir e de viver em paz.
Quando acontece, é preciso usar energia e a força da lei, sem temor nem hipocrisia. Mais até do que punir ‘bagrinhos’ colocados à frente das manifestações para acabarem presos, urge identificar líderes e, principalmente, financiadores. Sem aporte de recurso e logística, não haverá baderna e a população viverá a normalidade.
Os movimentos sociais precisam ser identificados e terem ouvidas suas reivindicações. Jamais poderão ser infiltrados por indivíduos ou grupos que os usam como massa de manobra para promover o caos. Políticos e autoridades precisam manter o equilíbrio social e rechaçar tudo o que fira o ordenamento jurídico. É para isso que são eleitos.
Está entre suas atribuições está o dever de defender a ordem, as instituições e as leis. Se não o fizerem, prevaricarão. Incendiários, depredadores, desobedientes civis, baderneiros e, até, autoridades constituídas, precisam saber que seus atos têm consequências, pois não vivem numa terra de ninguém...
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.