A coisa não vem de agora. Mas ultimamente piorou muito. O trânsito em Franca, que nas últimas décadas enfrenta uma série de problemas em razão do aumento da frota de veículos e da configuração de nossas ruas, principalmente no Centro da cidade, está cada vez mais complicado. E se torna ainda mais caótico em razão das alterações que vêm sendo procedidas nos últimos anos, o que se intensificou mais recentemente com as intervenções efetuadas pelo Departamento de Trânsito da Prefeitura. Conseguiram piorar muito, expondo a falta de padrão e de um profissional especializado capaz de resolver os problemas com proficiência. Alguém que saiba o que está fazendo.
O problema é que, em vez de melhorar, as ações acabaram por tornar mais complicado ainda o que já estava difícil. As mudanças ainda conseguiram uma unanimidade bastante negativa: motoristas e pedestres usam os canais do GCN (portal, Comércio e rádio Difusora) para reclamar. O que a maioria questiona é a competência de quem cuida do trânsito francano. A instalação desordenada de semáforos em diversos pontos da cidade é considerada uma tentativa desesperada de quem não sabe mais o que fazer. Os novos conjuntos mantiveram os mesmos defeitos de sempre: sem sincronia, atravancam o fluxo normal dos veículos, principalmente nas ruas estreitas do Centro da cidade.
A chamada “onda verde”, tão reclamada, por aqui não passa de uma vã esperança. E dá-lhe parada a cada esquina que, além de aborrecer os condutores, provoca um desgaste maior dos veículos automotores. No final das contas, quem paga a instalação destes “conjuntos semafóricos” (como a assessoria da Prefeitura prefere chamar) são os mesmos que se obrigam a consertar o carro. A sincronia entre um semáforo e outro seria benéfica para todos, melhorando em muito o fluxo de trânsito, principalmente nos horários de pico.
Além das chamadas lombofaixas, algumas sem sinalização e difíceis de serem notadas à noite, que fazem os carros praticamente “decolarem”, a implantação de uma série de rotatórias também está causando reclamações e muitos acidentes, como a existente na avenida São Vicente. Moradores da região e condutores de carros e motos que passam por ali consideram que a mesma foi colocada em local totalmente inadequado, numa descida e em plena curva. O índice de acidentes cresceu, mostrando a sua inadequação ao local.
Sobre as rotatórias, que surgiram da noite para o dia, alguns ainda reclamam da falta de sinalização e dificuldade de visualização à noite. Várias ocorrências com carros se acidentando ao atravessar direto em algumas delas já foram registradas e não apareceu ninguém da Prefeitura para tentar resolver a questão. A falta de um engenheiro de trânsito é apontada como uma das principais causas de todos esses problemas, que deixam o tráfego de veículos caótico e cada dia pior, levando perigo aos pedestres francanos. Enquanto não houver quem saiba realmente construir um modelo eficiente para aprimorar o trânsito francano, dificilmente conseguiremos uma melhora nesse setor tão sensível à vida da população que se move pela cidade, cortando-a em diferentes direções e sujeita a acidentes de toda ordem.
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