Sites a serem evitados


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Fornecedores, a cada dia, inventam novas formas de ‘negativar’ consumidores, fazendo a separação daqueles que têm crédito e são bons candidatos a serem conquistados, de outros que não o merecem e devem ser evitados. É óbvio que os fornecedores possuem meios e estrutura organizacional e financeira para criar ferramentas de controle de consumo. Já consumidores, hipossuficientes, acabam se submetendo aos cadastros dos fornecedores. Contra esse estado de coisas, há um alento! 
 
O Procon São Paulo, que já tem um cadastro de reclamações fundamentadas das empresas com maiores índices de reclamações, inaugurou serviço de extrema utilidade pública: criou uma lista de sites que não são confiáveis e devem ser evitados pelo consumidor. Evidentemente que as relações comerciais estão. cada vez mais. acontecendo em ambiente eletrônico. A utilização de sites para realizar compras, às vezes, gera dores de cabeça evitáveis. Basta o consumidor ter a cautela de consultar se o site consta da lista do Procon.
 
Eram 388. Semana passada, foram incluídos mais dezoito sites de comércio eletrônico que devem ser evitado. A lista completa mantida pelo órgão de defesa do consumidor está disponível em www.procon.sp.gov.br e pode ser consultada. Já são 406 páginas assinalados como ‘não confiáveis’. 
 
O Procon, para mostrar os links, justifica com a quantidade de reclamações de clientes e notificações feitas pelo órgão, sem retorno, impedindo que houvesse retratação ou solução dos problemas apontados. Também informa no site que os casos de alguns cidadãos lesados por essas lojas foram repassados à Polícia Federal e ao CGI (Comitê Gestor da Internet, que regula o cadastro de domínios na web brasileira). Ainda assim, muitos dos sites continuam no ar. É essa a razão principal para o Procon-SP recomendar que não se efetue comprar através deles. Inclusive, na lista constam sites que estão ‘fora do ar’.
 
Para prevenir a ocorrência de problemas nas compras pela internet, o consumidor deve sempre checar a identificação da loja com razão social, CNPJ, telefone e outras formas de contato além do e-mail, e a optar por fornecedores recomendados por conhecidos. Desconfie sempre de ofertas vantajosas demais e não compre em lojas que só aceitem boleto bancário e/ou depósito em conta. Por fim, imprima e guarde todos os documentos da transação desde a contratação até o pagamento.
 
É louvável a iniciativa do Procon em disponibilizar esse serviço de extrema importância. Aliás, outra grande vitória do Procon na luta de Davi e Golias travada com as entidades dos fornecedores.
 
INGRESSOS DA COPA: Dificuldade para compra de ingressos para os jogos da Copa do Mundo foi o problema mais relatado por consumidores junto ao Procon do Rio de Janeiro, entre junho e julho. A queixa mais comum foi a de torcedores que não conseguiam comprar bilhete com um cartão de crédito, não podiam usar outro e perdiam o direito ao ingresso. Segundo o site do Procon estadual, não houve demandas significativas durante a Copa do Mundo, apesar do órgão ter implantado um plantão especial com agentes de prontidão em pontos estratégicos — aeroportos, porto e rodoviária Novo Rio — e ter prestado atendimento com horário estendido por telefone.
 
TELEFONIA QUE FUNCIONA: As empresas de telefonia, por seu sindicato, emitiram nota em resposta aos protestos do MST. Nela, as operadoras Claro, Oi e TIM rebateram as críticas à qualidade do serviço de telefonia móvel e afirmam que investiram pesado, nos últimos anos, para melhoria da qualidade e na expansão dos serviços, e que procuraram reduzir as tarifas. Será? Os consumidores brasileiros com a palavra...
 
Denílson Carvalho
advogado, ex-coordenador do Procon/Franca - advogado@denilson.adv.br
 
 

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