As duas vítimas do atropelamento ocorrido domingo na avenida São Vicente foram enterradas ontem no cemitério Santo Agostinho. A dona de casa Aparecida das Graças Ribeiro, 62, foi enterrada às 10 horas. Já a coladeira de peças Roselane Henrique Rafael foi sepultada às 16 horas. Elas eram vizinhas e moravam no Ângela Rosa. Indignação e tristeza marcaram as duas famílias. “O mais triste é saber que não vai haver justiça. Que esse assassino vai pagar a fiança e será solto. Mas eu quero lutar, pelos filhos da Roselane, pelo meu pai e pela minha filha que ficou sem avó”, disse aos prantos a vendedora Pamela Mendes, 26, filha de Aparecida, que deixa ainda marido e uma neta.
Muitas lágrimas também escorreram durante o enterro de Roselane. “Por quê minha mãe? Por quê levaram ela?”, disse uma das filhas, de nove anos, da coladeira de peças, que tinha ainda outra filha de 14 e um filho de dois anos.
“Só Deus pra fazer justiça, porque na justiça dos homens eu não confio. Como ele pode destruir duas famílias, pagar uma fiança e ser liberado? Ele vai ser solto e pode destruir mais famílias”, disse o marido de Roselane, o sapateiro José Pedro Santana Neto, 40.
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