A escassez de chuva não tem afetado somente o fornecimento de água nas cidades, mas também prejudicado o turismo e a piscicultura na região de Franca.
Entre os locais mais afetados estão as propriedades e negócios instalados às margens da represa de Peixoto, em Minas Gerais. No clube Acquas Minas, por exemplo, a cachoeira existente no empreendimento secou e pedras começam a surgir em meio ao leito do rio, dificultando a navegação. “Os passeios de barco estão ficando comprometidos. Estamos preocupados com o futuro”, disse a secretária da Associação de Moradores do local, Ana Maria Oliveira.
Criador de tilápias há seis anos na região, Laércio Sancoice, vendeu a produção antes do tempo previsto devido o recuo do nível do rio. “A água diminuiu e estava afetando a criação. Nunca tinha visto uma seca como essa”, disse o produtor rural que estima um prejuízo de R$ 8 mil. Em Delfinópolis, apesar da liminar proibindo Furnas de reduzir o volume d’água, a situação se mantém preocupante. O nível da represa continua diminuindo e muitos ranchos localizados em braços da represa começam a ficar sem água.
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