A falta de chuva, o aumento do consumo por parte da população e a redução da represa responsável pelo abastecimento levaram a Prefeitura de Cristais Paulista a implantar, neste último fim de semana, um sistema de racionamento de água. A medida emergencial visa igualar o abastecimento na cidade e deve durar cerca de 45 dias ou até o início do período de chuvas.
Segundo o programa de racionamento adotado, o abastecimento de água é suspenso diariamente em dois períodos do dia, totalizando 10 horas e meia de interrupção. Primeiro, o fornecimento cessa das 13h30 às 17 horas. Depois a água volta a ser fornecida normalmente e sofre um novo corte às 22 horas, retornando somente após às 5 horas do dia seguinte.
Engenheiro químico da Prefeitura, Leandro Querino de Souza disse que a medida foi necessária em razão da situação do manancial que fornece água para a cidade. “Essa nascente do Ribeirão dos Cristais alimenta três represas importantes para cidade, porém o nível de água está cada vez mais baixo, enquanto que o consumo na cidade não para de crescer”.
De acordo com Souza, o nível da represa de captação reduziu um metro e o problema poderia se agravar caso não fosse encontrada uma solução. “Inicialmente pensamos em suspender o fornecimento só durante a noite e madrugada, mas não surtiu efeito. Nessa segunda (ontem) iniciamos o racionamento também durante a tarde”.
A ideia segundo o engenheiro, é recuperar o nível da represa e evitar que a população sofra com a falta d’água. Cristais Paulista tem 8 mil habitantes, conforme o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e 2,2 mil ligações de água.
Com a seca, o consumo diário de 1,6 milhão de água tratada subiu para 1,8 milhão. “Com a seca, as pessoas tendem a consumir mais água e se não adotássemos o racionamento, a situação iria fugir do controle”.
Para informar e conscientizar a população sobre a medida, a Prefeitura colocou carros de som na rua e distribuiu panfletos com dicas de economia d’água.
Lage
No distrito de Lage em Ibiraci (MG), a longa estiagem também tem afetado a distribuição de água para os moradores. A represa que abastecia as 250 casas do vilarejo secou e a Prefeitura tem transportado água de uma mina da região para encher o reservatório do vilarejo.
Segundo o presidente da Associação de Moradores do Bairro, Laurindo Babosa, em grande parte do dia a população passa sem água nas torneiras. “O reservatório tem capacidade para 300 mil litros, mas estão conseguindo colocar apenas 90 mil, dessa forma o fornecimento d’água precisa ser controlado”.
Barbosa disse que a Prefeitura juntamente com a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) tenta perfurar um poço artesiano no local. Na Lage moram em torno de 600 pessoas.
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