Apoio oficial às duas rodas


| Tempo de leitura: 3 min
A bicicleta há muito tempo deixou de ser mero objeto de diversão ou lazer e foi inserida no trânsito das cidades como um interessante meio alternativo de transporte. Milhares de homens e mulheres de todas as camadas sociais utilizam as duas rodas para se locomover em áreas urbanas, especialmente nas cidades mais planas do País. Faltava o apoio oficial. A novidade é que a tendência ganha agora um grande aliado estadual. A Assembleia Legislativa aprovou em 2014 projeto de lei que institui a política de mobilidade sustentável e incentivo ao uso da bicicleta no Estado de São Paulo (lei 15.318/14). Muitas prefeituras e técnicos ainda desconhecem a legislação, que prevê a promoção de ações e projetos em favor de ciclistas, visando melhorar as condições para seu deslocamento e segurança, a integração da bicicleta ao sistema de transporte público e a promoção de campanhas educativas voltadas para o seu uso. 
 
Especialistas ouvidos pelos deputados defenderam que a bicicleta se configura cada vez mais como uma importante opção no transporte de curta distância. Entre as vantagens destacadas, promove a saúde para seus usuários e contribui para a redução da poluição ambiental e do congestionamento do trânsito urbano. A legislação paulista sobre a bicicleta prevê as seguintes metas: possibilitar a redução do uso do automóvel em curta distância; estimular o seu uso como meio de transporte alternativo e sustentável; promover a bicicleta como modalidade de deslocamento urbano eficiente, saudável e ecologicamente correto; incentivar o associativismo entre os ciclistas e usuários dessa modalidade de transporte; e estimular a conexão entre cidades, por meio de rotas seguras para o deslocamento cicloviário, voltadas ao turismo e lazer. 
 
A ONU elegeu a bicicleta como o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta. Na Europa, somente 30% dos trajetos curtos (menos de três quilômetros) são feitos de carro. Em Dublin (Irlanda), 11% da população têm a bicicleta como o principal meio para ir ao trabalho. Na Suécia, 33% de todo o deslocamento realizado em Västerãs (115 mil habitantes) é feito por bicicleta. A Suíça não é um país plano, e mesmo assim a bicicleta é utilizada em 23% dos deslocamentos, em Basileia, com 230 mil habitantes. Dinamarca e Holanda, países planos, lideram a utilização da bicicleta na Europa, com 958 e 1.019 quilômetros percorridos por habitante, respectivamente, a cada ano. Em Redmond, noroeste dos Estados Unidos, os ônibus urbanos têm espaço para transportar duas bicicletas e até mesmo os paramédicos as utilizam. O metrô paulistano estimula o transporte em seus vagões de bicicletas de uma região à outra da cidade. São exemplos divulgados pela Assembleia. A sua cidade se habilita a seguir algum desses exemplos?
 
Investimentos no Interior: A Sany Heavy Industry assinou memorando de entendimentos em relação à sua nova fábrica, em Jacareí, no Vale do Paraíba, em cerimônia no Palácio do Planalto na quinta-feira, 17. Comprometeu-se a dar continuidade a seu investimento de US$ 100 milhões na construção de uma fábrica de máquinas e equipamentos para construção civil. Com a nova planta, guindastes, escavadeiras e equipamentos portuários serão nacionalizados.  A TPR lançou quarta-feira, 16, a pedra fundamental de sua primeira unidade na América Latina localizada em Porto Feliz, na região de Sorocaba. Com investimento de R$ 66 milhões, a empresa japonesa vai fabricar camisas de cilindros para motores automotivos. A gigante chinesa BYD Company Limited, especializada em baterias, veículos híbridos e elétricos e novas energias, anunciou segunda-feira, 14, que investirá R$ 200 milhões na sua primeira unidade produtiva na América Latina, em Campinas. A unidade, que contará com 450 postos de trabalho, será responsável pela montagem de ônibus elétricos, de baterias de fosfato de ferro e abrigará a montagem de painéis solares. 
 
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários