Gerente da Francal Feiras há 19 anos, Malu Fiorese, 59, sabe tudo sobre negócios relacionados a moda e eventos. Nascida em Presidente Bernardes, interior de Minas Gerais, é dela, entre outras responsabilidades, o compromisso de fechar os contratos com os expositores. A Francal realiza anualmente cerca de 10 feiras além da Internacional de Moda em Calçados e Acessórios, principal foco de Malu. “Trabalho especificamente na área de moda. Até dois anos fazia o Rio à Porter, um dos mais importantes eventos do segmento no País. Paramos, mas eu continuei com a moda”, afirma.
Por 12 anos fez showrooms de calçados em países da América Latina. Levava grupos de empresas brasileiras ao Chile, Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela para abrir novos mercados. Em 2013 passou a bola para a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), parceira da Francal, que desde então leva as fábricas para as feiras latinas.
A Francal participa também de feiras na Europa, na Alemanha e na Itália, com o objetivo de trazer compradores ao Brasil e se inspirar no que os mais importantes eventos do mundo estão fazendo.
De olho no mercado, Malu Fiorese já começa a preparar a Francal 2015, que acontecerá no Anhembi entre os dias 6 e 9 de julho.
Como gerente de negócios da Francal, qual sua análise da feira deste ano?
Acredito que a Francal continua sendo muito importante para o setor, principalmente neste ano, quando todos estavam pessimistas. Os empresários estão dizendo que ter realizado a feira dois dias após o término da Copa do Mundo de futebol foi a melhor coisa para o segmento. Trouxemos o otimismo de volta e fizemos com que o mercado voltasse a enxergar chances no segundo semestre. A Francal pode não estar sendo uma feira de grandes resultados nos negócios porque o problema está dentro da realidade do mercado brasileiro, mas as pessoas começaram a enxergar luz no final do túnel.
O termômetro são as vendas. O que o empresário tem falado com você quanto a isso?
As vendas foram boas e as empresas voltam para suas bases com pedidos para as fábricas retomarem o trabalho. Nós vivemos um mês durante a Copa com muitos feriados e muitos dias não trabalhados. Esses pedidos são extremamente importantes para o mercado.
A Francal fez campanhas para trazer expositores e lojistas ao Anhembi. Como foi esse projeto?
Fizemos uma forte campanha com expositores, lojistas e representantes. Foi uma inovação neste ano e a campanha tende a crescer daqui em diante. Chamamos os representantes para um evento em São Paulo e passamos a eles parte da responsabilidade de incentivar o lojista a vir para a Francal. Existiam boatos de que no período da feira, por ser pós-Copa, não haveria hotel e vôos disponíveis. Trabalhamos muito para desmistificar a boataria. Visitamos os expositores nas principais cidades porque eles também tinham medo. Para trazer lojistas nos empenhamos junto à Câmara dos Dirigentes Lojistas e o Sebrae de muitas cidades e conseguimos levar à feira cerca de 900 pessoas. A Francal bancou essas viagens, assim como parte da alimentação e, em alguns casos, a pernoite de lojistas.
Algumas empresas compraram espaço para montar seus estandes e não vieram. Como justificaram isso à Francal?
Foram três empresas, duas de Franca e uma importadora, e nós temos que aceitar e respeitar a decisão delas. A Doctor Pé e a Samello, apesar de já terem comprado o local, decidiram não vir por motivos próprios. A Vissotto disse que não havia recebido produtos da Itália e por isso não poderia participar da Francal.
Como estão as renovações para 2015?
As renovações começam agora e vão até dia 15 de agosto. Quem fechar conosco até lá tem desconto. Após esse período abrimos para novos e antigos expositores e iniciamos forte campanha de vendas.
Por muitos anos a Francal realizou, durante a feira, desfiles e até shows musicais e isso atraía muito público e mídia. A empresa estuda voltar a trabalhar dessa forma?
Não. Feira não é festa. Feira é negócios, business. O que estamos projetando para os próximos anos são algumas mudanças, mas nada neste sentido. Teremos novidades, mas não neste sentido.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.