Fazia parte de geração que amava os Beatles e os Rolling Stones. Era alegre, cheia de vida e muito diferente das mocinhas da mesma idade. Cedo ficou órfã de mãe, foi criada pelo pai – Sílvio Teixeira - e ele parecia depender emocionalmente dela, muito mais que ela, dele. Ele era jornalista combativo e verdadeiro. E bravo. Maria Helena fez Geografia e Direito e se mudou de Franca. Os amigos da cidade criavam raízes, ela se tornava aventureira cidadã do mundo. Soube-se, ela participava de projeto ousado de permanente risco e contato com culturas indígenas; que nos seus projetos viajava em aviões do governo; que frequentemente sobrevoava a Amazônia. Em julho de 79 os amigos surpreenderam-se com a notícia de que seu avião caíra na mata, em localização desconhecida. Sem notícia de sobreviventes. Dias depois foi encontrada viva, muito queimada, enlouquecida pelas picadas de insetos. Não resistiu. Morreu em junho de 1976, um mês depois de ser fotografada sorrindo uma última vez em festa realizada em Goiânia, dia 20 de maio de 1979. Procedimento inédito na cidade, seu enterro foi realizado tarde da noite.
(Lúcia H. M. Brigagão)
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