A principal testemunha do espancamento e morte do sapateiro desempregado Marcos Antônio Facioli, 37, não terá como ajudar o Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O cunhado de Facioli, armador de ferragens FRP, 38, que sobreviveu às agressões e a queda em um buraco com cerca de 15 metros de profundidade, foi ouvido pela polícia e não pode colaborar com as investigações.
“Ele está muito machucado, principalmente na cabeça, apresenta confusão mental e não pode colaborar praticamente com nada”, disse o delegado que cuida do caso, Márcio Garcia Murari. A vítima e testemunha se lembra que estava com o cunhado usando drogas quando foram surpreendidos por desconhecidos e agredidos com socos, pontapés e pauladas. Ele não teria visto os agressores por ser o trecho ermo.
Facioli, que residia no Parque São Jorge, foi encontrado morto no início da manhã de quarta-feira. O corpo estava às margens de um pequeno córrego no final da rua Batista Milani, nos fundos da Vila São Sebastião. A polícia apurou que Facioli foi brutalmente espancado junto com o cunhado. Os dois foram jogados dentro de um buraco com aproximadamente 15 metros de profundidade. O desempregado morreu.
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