O sapateiro desempregado Marcos Antônio Facioli, 37, que residia na rua Joviano de Carvalho, no Parque São Jorge, em Franca, foi encontrado morto no início da manhã de ontem. O corpo estava às margens de um pequeno córrego no final da rua Batista Milani com a rua Adário de Menezes, nos fundos da Vila São Sebastião. A polícia apurou que Facioli foi brutalmente espancado junto com o cunhado, armador de ferragens FRP, 38. Os dois foram jogados dentro de um buraco com aproximadamente 15 metros de profundidade. O desempregado morreu. O armador sobreviveu à queda e está internado na Santa Casa.
O corpo de Facioli foi localizado por um segurança de 45 anos que passava pelo local e o avistou dentro do buraco, às margens do córrego, pouco depois das 8 horas. Ele ligou para a Polícia Militar. Peritos foram acionados, assim como agentes do 2º Distrito Policial e do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Os ferimentos apontavam que o desempregado teria sido espancado e jogado de uma altura aproximada de 15 metros. Somente o laudo médico do IML (Instituto Médico Legal) poderá determinar se a vítima morreu em decorrência das agressões ou da queda.
Esclarecimento
Os policiais que trabalham na apuração da morte tinham, até o início da tarde de ontem, apenas a qualificação da vítima e quase nenhuma informação sobre o que, de fato, teria ocorrido. No entanto, uma ligação da Santa Casa deu rumo às investigações. Nela, o hospital pedia o registro da ocorrência da internação de um paciente. Ele deu entrada com vários ferimentos pelo corpo provocados por agressões.
A polícia apurou que FRP era cunhado de Facioli e foi internado na noite de terça-feira. Ele foi encontrado, ferido, na rua Batista Milani, próximo ao local onde, ontem, foi localizado o cadáver. Ainda na terça-feira, enquanto aguardava a chegada da equipe do Samu, o armador disse a policiais militares que teria sido espancado por quatro desconhecidos por causa de dívidas com drogas e jogado dentro do buraco. Na ocasião, devido a uma suposta confusão mental, ele não lembrou de dizer que estava junto com Facioli. A polícia aguarda que a vítima se restabeleça e dê informações que possam levar aos envolvidos no caso.
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