Dia e noite o furão está ativo: tira umas cochiladas a cada duas horas e depois segue fazendo suas estripulias. Ele tem seu habitat nos países europeus, onde crianças chegam a criá-lo como bichinho de estimação. No inverno, apesar de passar a maioria do tempo na sua toca, o furão não hiberna. Manter-se na toca permite-lhe conservar energia e calor.
Os dois sexos vivem separados e cada furão marca uma área com o hormônio produzido pelas glândulas anais para avisar os vizinhos de que devem se manter afastados. Dizemos que animais que fazem isso estão “marcando seu território”.
Na primavera, os machos tornamse menos territoriais. Os mais velhos tendem a procurar o maior número possível de parceiras, enquanto os jovens costumam ficar durante algum tempo vigiando a sua fêmea para evitar que ela se acasale com outros machos.
As crias só nascem depois do início da primavera. A mãe é a única responsável pela criação da ninhada. É um trabalho custoso, uma vez que ela necessita de uma grande quantidade de alimento diário para conseguir amamentar e arranjar comida para todas as crias.
O furão está bem adaptado para matar pequenas presas ou até mesmo coelhos, que são bem maiores do que eles próprios. O corpo em forma de tubo e a sua cabeça afilada são perfeitos para perseguir presas por dentro de túneis escuros e apertados. Ele espeta o seu focinho em buracos e cavidades. Depois, fica escondido a esperar pela caça.
Estes caçadores astutos são perseguidos há séculos, capturados por causa da pele e para serem usados em pesquisas científicas. Mas as principais ameaças do furão em estado selvagem são o frio e a fome que matam 80% das crias no seu primeiro ano de vida.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.