Alckmin é alvo de Skaf na feira


| Tempo de leitura: 3 min
Paulo Skaf aproveitou a visita à 46ª Francal para criticar adversário na disputa pelo governo de São Paulo
Paulo Skaf aproveitou a visita à 46ª Francal para criticar adversário na disputa pelo governo de São Paulo
O estande do GCN na Francal recebeu, ontem, a visita de Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo do Estado. Ele fez críticas à gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) com quem polariza a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes neste começo de campanha eleitoral. O presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) culpou o poder público pelas dificuldades enfrentadas pelos setores produtivos, entre eles, o calçadista. “As empresas fazem o seu papel, se modernizam e investem. O problema é da porta para fora. Aí, dependem dos governos”. Se colocou como a melhor opção para modernizar o Estado.
 
Skaf disse que as empresas sofrem com dificuldades de infraestrutura, burocracia e carga tributária. “Não só o setor calçadista, mas o setor da indústria manufatureira de São Paulo tem passado muitas dificuldades mesmo. A indústria de transformação é a que mais emprega, que mais paga salários e que mais desenvolve, mas não tem apoio”. 
 
O candidato afirmou que o atual governo está há duas décadas no comando de São Paulo e que já teve todas as oportunidades para tentar melhorar o Estado. “Se não fez, é porque não sabe como fazer. Há 20 anos, é o mesmo PSDB, as mesmas visões, o mesmo jeito de fazer as coisas, há 20 anos polariza entre o PSDB e o PT. Desta vez, o PMDB oferece uma alternativa nova. Queremos dar uma opção ao eleitor de São Paulo”.
 
Skaf criticou os setores de saúde, educação, segurança pública e a falta de água na capital. “São Paulo, por ser um Estado rico, deveria ser grande referência não só para o Brasil, mas para todos os países. Lamentavelmente, não é o que encontramos”.
 
O líder dos empresários fez referências positivas apenas ao Poupatempo, modelo que pretende se espelhar e ampliar em seu eventual governo. “O espírito do Poupatempo de simplificar e de agilizar deve estar presente em todas as áreas. Isto significa modernizar, trazer o Estado para os dias de hoje e buscar melhor resultado. Não pode a sociedade viver em 2014 e o Estado em 1980”. 
 
O vereador Daniel Paulo Radaeli, candidato a deputado estadual por Franca pelo PMDB, acompanhou Paulo Skaf na visita à Francal. Ele disse ao Comércio que ficou preocupado com o que viu nos corredores e estandes. “Acompanho a feira há muitos anos e notei que fraquejou um pouco. Nas edições anteriores, a gente percebia mais ânimos dos expositores. O setor de couros e calçados está passando por um período difícil e precisa de socorro. Espero que a feira resulte em boas vendas, pois a cidade depende muito do calçado”.
 
Sobre as eleições, Radaeli disse que ainda é cedo para colocar a campanha nas ruas e que o planejamento prevê a intensificação de sua divulgação a partir do dia 10 de agosto. “Vamos levar o nosso projeto de forma tranquila e pacífica”.
 
Para encerrar as visitas políticas desta quarta-feira, quem passou pelo estande do GCN montado especialmente no Pavilhão do Anhembi, foi o candidato a deputado federal Major Olímpio (PDT). Ele disse ter ciência de que a atividade econômica de Franca é impulsionada pelo setor calçadista. “Vejo uma preocupação dos empresários calçadistas com os rumos da economia. Não foi bom (para eles) o primeiro semestre. E, seja quem for o governo eleito  no ano que vem, terá um grande desafio com os rumos da economia”
 
Ele disse que defende um apoio maior do governo ao setor. “O que não tem acontecido são incentivos dentro da economia praticados pelos governos em todos os níveis. Os governos terão que atuar mais incisivamente para ser um incentivador”, disse.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários