“A feira está engrenando”. Este parecia ser o pensamento predominante nesta quarta-feira, 16, entre os fabricantes de Franca que estão expondo na 46ª edição da Francal (Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios). Com corredores e estandes mais movimentados do que no primeiro dia, a feira começa a dar sinais de que pode gerar um segundo semestre mais positivo do que o primeiro para o setor calçadista francano.
O Espaço Moda Franca, estande coletivo que reúne pequenos fabricantes da cidade, registrou a visita de 1.028 lojistas durante o dia de ontem. A assessora de comunicação do SindiFranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), Fernanda Bufoni, afirmou que o número é inferior ao desejado. “Não há o que comemorar. Os expositores estão conformados. No ano passado, o segundo dia foi melhor, apesar de não ter sido também um bom ano”, afirmou.
Já os diretores da Francajel se mostraram satisfeitos com a ampliação da movimentação que afirmaram ter ocorrido no segundo dia de feira. Telmo Hajel Filho, do departamento de marketing, disse que o fato de a empresa manter contato prévio constante com seus clientes garante a presença dos mesmos no evento. Segundo ele, a quarta-feira desta edição da Francal se equipara ao segundo dia da feira de 2013. “Entre os lojistas que entram aqui, ao menos 70% são clientes que já tinham falado que viriam e isso está se confirmando”, disse.
O diretor da também francana J Gean, José Geraldo Andrade, disse que o segundo dia da Francal 2014 registrou volume de vendas semelhante ao dia de estreia e que isso significa dizer que as vendas estão 50% menores do que em outras edições da feira. “Foi um dia mediano, poderia ter sido melhor se o mercado estivesse melhor. Considero um dia razoável”, disse, completando que mantém a previsão de que, ao final da feira, o numero de vendas seja 20% menor do que no ano passado.
Na D’Milton, embora o diretor, Moacyr Leal, concorde que a quarta-feira superou a terça em movimentação, ele espera um resultado mais significativo. “A Francal tem um potencial muito maior. Eu diria que esta feira está com apenas 30% da capacidade que ela tem. Pelo que estamos vendo, se ela chegar a 40% ou 50% de seu potencial, já vai estar bom”, afirmou. O empresário, que há 12 anos ininterruptos expõe na Francal, disse acreditar que a deficiência de negócios na feira é apenas um reflexo do atual momento econômico do País.
A assessoria de imprensa da Francal informou, no final da noite de ontem, que não divulgaria números parciais de visitação.
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