Cabo da PM de Franca agredido por gangue em porta de escola


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A polícia de Franca está mobilizada para tentar identificar todos os autores da agressão a um cabo da Polícia Militar da cidade. O ataque ocorreu ontem, pouco antes das 13 horas, em frente a uma escola da Zona Oeste. O policial, em horário de folga e à paisana, acompanhava a entrada do filho quando foi surpreendido pela gangue. Pelo menos 12 jovens participaram do crime. Eles tentaram ainda roubar a moto do policial. Não conseguiram e levaram capacete e a chave do veículo. No início da noite, quatro dos envolvidos foram localizados e confessaram o ataque. Os detidos trocaram mensagens através do WhatsApp (rede social) comentando a agressão.
 
Em seu depoimento, o cabo disse que acompanhava o filho de 12 anos, quando um dos envolvidos se aproximou e perguntou se ele seria policial. Após confirmar, o grupo partiu em sua direção e passou a agredi-lo com socos e pontapés. A violência teve início do lado de fora da escola e foi parar no pátio. Centenas de crianças, inclusive o filho do cabo, além de pais de alunos, professores e funcionários da escola, assistiram as cenas. “Meu filho chorava, tentava me ajudar, mas eu gritava para ele ficar distante. Foram minutos que pareceram uma eternidade”, disse o cabo (que pediu anonimato por questão de segurança) que, apesar de ter autorização, não portava nenhuma arma.
 
Mesmo em desvantagem, ele conseguiu se livrar dos agressores. Integrantes da gangue tentaram roubar sua moto e como não conseguiram, a jogaram no chão provocando danos. As chaves do veículo e um dos capacetes foram roubados. O 2º Distrito Policial foi comunicado. Investigadores estiveram na escola para tentar obter imagens do crime, mas a direção alegou que as câmeras externas estariam danificadas.
 
Equipes da Polícia Militar, em patrulhamento com vistas a suspeitos, no início da noite, obtiveram êxito na localização de quatro dos agressores na região da Vila Raycos. Todos foram reconhecidos pelo cabo agredido e três deles confessaram participação no ataque. Nos celulares que o quarteto portava havia trocas de mensagens falando sobre a agressão. Três menores de idade e um colega de 18 anos foram apresentados no Plantão Policial. Até o final desta edição, todos estavam sendo ouvidos no plantão e seus destinos eram incertos.
 
O delegado João Walter Tostes Garcia, titular do 2º DP, responsável pela apuração do caso, afirmou, antes da detenção no período da noite, que sua equipe já tem pistas e nomes da maioria dos envolvidos. Ele não acredita na possibilidade de que o ataque tenha sido planejado. Para ele, houve uma tentativa de roubo, provavelmente, da arma que o PM deveria estar portando. 

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