O mercado de trabalho é extremamente dinâmico, e suas mudanças parecem especialmente lentas. Mas, se for traçado um panorama de 15 ou 20 anos atrás até a atualidade, é possível perceber o quanto ele mudou.
As expectativas das empresas não são mais as mesmas, assim como o comportamento e a formação dos executivos. Para o segmento do agronegócio, essa realidade também se aplica.
Hoje, o mercado agro procura executivos com multiconhecimentos. A graduação acadêmica ainda é muito importante, mas o conhecimento restrito em agro pode trazer algumas dificuldades para a evolução da carreira de um executivo no setor. Mais do que uma visão ampla do agronegócio, as grandes empresas buscam profissionais com conhecimentos diferenciados para exercer funções estratégicas dentro de suas respectivas áreas.
É preciso entender que o segmento agro cresceu, profissionalizou-se e evoluiu muito tecnologicamente.
Para atender uma nova demanda consequente desses fatores, empresas buscam executivos não só com sólida formação técnica em profissões tradicionais, mas talentos que possam agregar diferentes conhecimentos e habilidades e usá-los para o agronegócio.
Meu conselho para engenheiros agronômicos, zootecnistas, veterinários e outros profissionais com graduação ligada ao agronegócio é que busquem especialização diferencial, seja na área financeira, gestão de pessoas e supply chain.
Apenas o domínio da língua inglesa não é mais suficiente. E, tão importante quanto, é grande capacidade de adaptação, aprendizado rápido e visão global das questões.
É preciso colocar os pés na terra, a mão na massa e a cabeça na tecnologia, buscando novas especializações para se destacar em meio a muitos concorrentes.
Jeffrey Abrahams
Sócio-gerente da Fesa, consultoria de busca e seleção de altos executivos
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