Candidatos e sociedade


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No apagar das luzes da ‘Copa das Copas’, restam preocupações graves. De imediato, a possibilidade de ataque dos famigerados black blocs. Mobilizações deles já foram  identificadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. 
 
Mas, esse é apenas o mal imediato. A volta da inflação, isto sim,  é a grande ameaça. O teto estabelecido para seu controle já foi rompido, e faz tempo. A escalada de preços é, a  cada dia, mais presente, principalmente porque a atividade econômica está em baixa, o mercado está descapitalizado e o crédito, restrito. 
 
Que os candidatos não escolham o terreno comum da lamentação e da caça às bruxas da Copa. Também se espera que os eleitores tenham a consciência de que a consequência do voto (boa ou má) é sentida durante todo o mandato dos eleitos. 
 
É preciso que uns e outros usem as eleições na tentativa de construir solução aos graves problemas nacionais. 
 
Candidatos devem dizer claramente o que pretendem fazer para evitar a volta da inflação, manter a economia em funcionamento, garantir o emprego e prover a população de saúde, educação, segurança pública e outros serviços de obrigação governamental. Conseguida essa sintonia, ganha a sociedade. 
 
O país necessita de trabalho contínuo e competente e combate sem trégua à corrupção. Então, a redenção nacional não depende só dos eleitos em 5 de outubro, mas também do Ministério Público, do Judiciário e das diferentes forças da sociedade. 
 
Carecemos de ampla reforma de conceitos, deveres concomitantes a direitos, equilíbrio e combate sem trégua à corrupção, desde grandes negociatas até a simples gorjeta a quem tem a obrigação de fazer, e, claro, com a impunidade. 
 
É uma grande tarefa, e é de todos nós. Temos, também, que acabar com a nefasta reeleição e todas as formas de perenização de um homem ou grupo no poder. 
 
Alternância é o único oxigênio capaz de purificar as artérias da sociedade...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista
 

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