O cartão de orelhão, que um dia substituiu as fichas usadas no aparelho, também está perdendo lugar para outro tipo de cartão: o da recarga de celular. Silvana de Paula, dona da banca de jornais que fica na praça em frente ao Cemitério da Saudade, no Centro, comercializa ambos os tipos de cartão e percebeu na pele a queda do uso do orelhão público e o aumento no número de linhas de celulares. “O que me salva hoje são os cartões de celular, porque cartão de orelhão vendo muito pouco”, disse.
Silvana conta que, há cinco anos chegava a vender 50 cartões de orelhão por semana, mas atualmente esse número não chega a dez. “A procura era muito grande. Hoje tenho só para não deixar na mão os poucos clientes que ainda procuram. Inclusive estou sem faz alguns dias, mas não me fez falta porque não tem procura”, comentou Silvana.
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