O Iansa (Instituto de Apoio Nossa Senhora Aparecida), em atividade desde 2011, surgiu em razão de um drama pessoal da fundadora Eliane Aparecida Bonine de Melo. Após passar por um tratamento contra um câncer de mama em 2010, a assistente social viu de perto a agonia das famílias e pacientes da região que se tratavam em Franca sem condições de manter um local de abrigo e, muitas vezes, arcar com a própria alimentação. “Senti que Deus queria algo de mim e, como uma luz, me veio essa ideia de construir uma casa de apoio.”
A partir da inspiração, Eliane, ao lado do marido Daniel Barbosa de Melo, e das duas filhas, batalhou por um ano na edificação do sonho. “Fizemos uma pesquisa de campo: falamos com médicos, voluntários, funcionários para saber se realmente havia demanda para uma casa dessas.” Hoje, cerca de 500 pessoas utilizam mensalmente os serviços da Iansa, que se tornou formalmente uma ONG, com diretoria e estatuto.
Três anos após o início dos trabalhos, a fundadora garante que o instituto consegue se manter sem o investimento pessoal, como foi no início. “Nos mantemos com o lucro do nosso bazar permanente, em que voluntários produzem artesanato para gerar renda. Além disso, promovemos eventos beneficentes, como jantares e outras ações.”
Trabalham hoje no instituto dois funcionários e mais de 30 voluntários. “Temos voluntários em diversos setores, como por exemplo os que tocam o bazar permanente e os que cuidam do transporte dos que querem vir dos hospitais ao instituto”, disse, lembrando que até mesmo o traslado dos pacientes é proporcionado pela ONG em uma van.
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