Em recente ‘Roda Viva’, da TV Cultura, foi entrevistada a atriz Irene Ravache. Consagrada profissional das artes cênicas, demonstrou igual domínio sobre outras questões que a produção do programa lhe apresentou.
Às perguntas respondeu com segurança, merecendo destaque o momento em que estabeleceu comparação entre as nossas preocupações com o culto ao corpo, em detrimento dos cuidados com a moral.
Disse que estamos muito preocupados com a musculação, o que é legítimo, mas, como se fora uma alienação social, convivemos com uma patente flacidez moral. O nosso país — disse — carece de três virtudes essenciais: a ordem, a disciplina e o respeito. Sem avocar qualquer regime de governo, debita à falta dessas virtudes todos os acontecimentos que nos tumultuam o viver.
De nossa parte, temos como motivo evidente a carência de uma educação moralizadora. Não somente a instrução, mas a formação que considere o homem não apenas cerebral, mas, essencialmente espiritual.
Cabe aos governos moralizar, requalificando a educação, para fazer da criança de hoje o homem de bem de amanhã.
Pais de nossos dias são vítimas de um processo educativo tão desqualificado que não se lhes pode atribuir culpa por não educarem seus filhos. Ninguém pode dar o que não recebeu.
Não se reconhecem valores morais - convenhamos -, porque, em seu lugar, cultuam-se vantagens materiais e prazeres da vida, a qualquer custo, em prejuízo da convivência estável e fraterna.
Clamorosa ‘realidade institucional’ é o consequente fato de o povo não dispor de valores essenciais ao convívio social, já que obediência às leis, como garantia de convivência respeitosa, é simplesmente ignorada por detentores de poder e de liderança política.
Tenhamos em conta a urgência de matricularmos na ‘Academia da Musculação Moral’, sob a cátedra do Evangelho.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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