Ex-jogador Marcelinho Carioca cobra intervenção do governo na CBF


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Candidato a deputado estadual, Marcelinho Carioca visitou Franca e região na sexta-feira
Candidato a deputado estadual, Marcelinho Carioca visitou Franca e região na sexta-feira
O ex-jogador Marcelinho Carioca passou a sexta-feira em Franca e região. Candidato a deputado estadual pelo PT, ele visitou o GCN, fez caminhada no Centro, passou por Itirapuã, Patrocínio Paulista, São José da Bela Vista, Ribeirão Corrente e Cristais Paulista. Um dos maiores ídolos do Corinthians, o “pé de anjo” fechou a noite em uma roda de samba com integrantes da torcida organizada Pavilhão 9 no City Petrópolis. 
 
Afastado dos campos desde 2010, Marcelinho disputará sua terceira eleição. Em 2010, tentou se eleger deputado federal. Obteve 62,3 mil votos e ficou fora. Há dois anos, também viu frustrados os planos de ser vereador em São Paulo ao receber 19,7 mil votos. Para conseguir vencer, o ex-jogador com passagens pela seleção brasileira, mudou de time.
 
Deixou o PSB e se filiou ao PT no passado. “Eu não fazia parte do projeto político do PSB. Fui muito usado, mas serviu de aprendizado para minha vida. Só que hoje é totalmente diferente. O PT é o maior partido da América Latina e está com o povo. Chegou o momento de devolver para a sociedade tudo aquilo que ela me proporcionou”. 
 
Marcelinho não deixou de lado o discurso de boleiro para falar sobre o preparo que recebeu para se transformar em deputado. “Sempre fui treinado por grandes técnicos nos campos. Hoje, tenho dois grandes treinadores na política que são o eterno presidente Lula e o deputado federal Arlindo Chinaglia. Estou estudando política há quatro anos”.
 
O ex-jogador foi assediado por corintianos e também torcedores de outros times. “Me sinto honrado e muito feliz com todo esse carinho que tenho recebido. Gratidão não tem preço”. Ele tem na ponta da língua o dia em chegou ao Corinthians (23/12/1993) e os números obtidos durante quase nove anos vestindo a camisa preta e branco. “Foram dez títulos, quinto maior artilheiro da história do clube e 206 gols marcados em 432 jogos”.
 
O sorriso só saiu do rosto quando Marcelinho comentou a goleada sofrida pelo Brasil diante da Alemanha. “Foi lastimável, algo mais forte do que um tsunami. É inadmissível você envergar a camisa da seleção e fazer aquilo. A seleção demonstrou uma qualidade técnica baixíssima e desorganização dentro de campo muito grande”.
 
Marcelinho defendeu uma intervenção do governo federal na CBF. “Passamos uma humilhação e as pessoas não acordam. É preciso mudar tudo na CBF”. Defendeu o nome de Tite para substituir Felipão no comando da seleção e deu seu palpite para a decisão de domingo. “Aposto na Alemanha, até porque, já perdemos para o Uruguai em 1950 e não podemos chegar agora e deixar a Argentina ganhar no Maracanã, pelo amor de Deus”.

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